Neurônios em dia

Engajamento em atividades culturais incrementam a saúde da mente e do corpo

Muito além dos treinos tecnológicos, hábitos simples de lazer e atividades culturais protegem o cérebro contra a demência e rejuvenescem o corpo em até três anos

Teatro, concertos e visitas a museus são capazes de incrementar a saúde física como um todo -  (crédito: Vlad Sargu)
Teatro, concertos e visitas a museus são capazes de incrementar a saúde física como um todo - (crédito: Vlad Sargu)

Pesquisas recentes demonstram que o cérebro do idoso ao ser treinado responde com melhora de desempenho. Tais treinamentos foram realizados com exercícios para estimulação da memória, resolução de problemas, velocidade de processamento, alguns deles por meio de sofisticados softwares. Entretanto, parece que atitudes mais instintivas e do mundo real podem ter efeito também bastante significativo. A atividade de lazer é um exemplo.

Há cerca de uma década, repetidos estudos vêm demonstrando que lazer é coisa séria, e é um hábito que está associado a um menor risco de desenvolver demência. A explicação reside no fato de que o lazer também é capaz de treinar nossos cérebros, aumentando nossa Reserva Cerebral. Estudos realizados na cidade de Nova York revelaram que as atividades mais protetoras foram leitura, palavras cruzadas, jogos de tabuleiro, passeios turísticos, visitas a amigos e parentes, idas ao cinema, restaurante ou a evento esportivo, tocar instrumento musical.

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A revista Journal of Epidemiology and Community Health acaba de publicar evidências de que atividades culturais, como teatro, concertos e visitas a museus são capazes de incrementar a saúde física como um todo. Essas atividades deixam a saúde do corpo como a de pessoas três anos mais jovens que não têm o hábito de frequentar eventos culturais. Outras pesquisas já haviam demonstrado menor mortalidade associada ao hábito de frequentar eventos artísticos/culturais. Essas atividades podem estimular conexões sociais, hábitos saudáveis e um melhor estado mental. Todos esses aspectos podem ter impacto à saúde comparável à atividade física regular.

Ricardo Afonso Teixeira é doutor em neurologia pela Unicamp e neurologista do Instituto do Cérebro de Brasília

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RA
postado em 17/07/2026 16:00
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