
Nesta segunda-feira, 17 de agosto, a Lua está na fase Nova. Segundo o calendário do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o satélite natural da Terra entrou nessa fase em 12 de agosto, às 14h37. A Lua Nova marca o início de um novo ciclo lunar e ocorre quando o satélite fica posicionado aproximadamente entre a Terra e o Sol.
Por causa dessa configuração, a parte iluminada da Lua fica voltada principalmente para o Sol, enquanto o lado direcionado à Terra permanece praticamente sem iluminação solar direta. Por isso, o satélite não pode ser totalmente visto da Terra e pode até parecer ausente do céu.
Nos próximos dias, porém, uma pequena porção iluminada começará a se tornar cada vez mais evidente. A próxima fase principal será a Lua Crescente, que começa em 19 de agosto, às 23h46, conforme o INMET.
O que é a Lua nova?
A Lua Nova é uma das quatro fases principais do ciclo lunar, ao lado da Crescente, Cheia e Minguante. As fases acontecem porque, enquanto a Lua orbita a Terra, observamos diferentes proporções de sua metade iluminada pelo Sol. Na Lua Nova, o satélite se encontra na mesma região do céu que o Sol quando observado a partir da Terra. Assim, a face lunar voltada para nós recebe pouca ou nenhuma luz solar direta, tornando-se muito difícil de observar a olho nu.
É importante destacar que a Lua não deixa de receber luz do Sol durante essa fase. Metade do satélite continua iluminada, como acontece praticamente o tempo todo. O que muda é a porção iluminada que conseguimos enxergar da Terra. Na Lua Cheia, por exemplo, vemos quase toda a face iluminada voltada para o nosso planeta. Na Lua Nova, ocorre praticamente o contrário: a parte iluminada está majoritariamente voltada para o lado oposto ao observador terrestre.

Duração do ciclo lunar
O intervalo entre duas Luas Novas consecutivas é chamado de mês sinódico e dura, em média, cerca de 29,5 dias. Ao longo desse período, a Lua completa uma sequência de mudanças em sua aparência observada da Terra. É esse ciclo que dá origem às fases Nova, Crescente, Cheia e Minguante, além das fases intermediárias que aparecem entre elas.
As fases, portanto, não são provocadas pela sombra da Terra sobre a Lua. Essa é uma confusão comum. A mudança na aparência do satélite ocorre devido às diferentes posições relativas entre Sol, Terra e Lua durante a órbita lunar. A sombra terrestre participa de outro fenômeno astronômico: o eclipse lunar, que pode ocorrer durante a Lua Cheia quando existe um alinhamento adequado entre os três corpos.
Lua Nova pode provocar eclipse solar
A Lua Nova também está diretamente relacionada aos eclipses solares. Um eclipse desse tipo pode acontecer quando a Lua passa entre a Terra e o Sol e o alinhamento entre os três astros é suficientemente preciso para que o satélite bloqueie parcial ou totalmente a luz solar em determinadas regiões do planeta. Por isso, todo eclipse solar acontece durante uma Lua Nova.
Isso não significa, entretanto, que toda Lua Nova provoque um eclipse. A órbita lunar é inclinada em relação ao plano da órbita da Terra ao redor do Sol. Na maior parte dos meses, portanto, a Lua passa aparentemente um pouco acima ou abaixo do Sol, sem encobri-lo. Somente quando a geometria orbital favorece um alinhamento suficientemente próximo é que ocorre um eclipse solar.
Próximas fases da Lua
Após a Lua Crescente de 19 de agosto, o ciclo continuará avançando até a Lua Cheia. Segundo o calendário do INMET, a Lua Cheia ocorrerá em 28 de agosto de 2026, às 01h19. Depois, o satélite entrará na fase Minguante em 4 de setembro, às 4h52, e uma nova lunação começará em 11 de setembro, às 00h27.
