
Reconhecida como capital brasileira dos botecos e integrante da rede de cidades criativas da gastronomia da UNESCO, Belo Horizonte amplia sua presença internacional ao participar do International Cities of Gastronomy Fest 2026, realizado entre os dias 20 e 30 de março, em Macau. O evento reúne destinos de diferentes países em uma grande celebração de sabores, tradições e trocas culturais, consolidando a gastronomia como linguagem universal.
Logo no primeiro momento, a participação da capital mineira reforça não apenas sua vocação gastronômica, mas também o reconhecimento de um estilo de vida que transformou os botecos em símbolo cultural. Mais do que bares, esses espaços são pontos de encontro, memória e identidade e agora atravessam fronteiras.
Comida de boteco de Belo Horizonte ganha destaque internacional
A comitiva oficial de Belo Horizonte, com apoio da Belotur, levará chefs, bares e produtos locais para representar a culinária mineira em nível internacional. A iniciativa reforça o papel estratégico da gastronomia como vetor de promoção turística e cultural da cidade.
Entre os nomes confirmados estão diferentes perfis de estabelecimentos que, juntos, traduzem a diversidade da cena gastronômica belo horizontina. O Bar Pirex representa a cozinha de boteco com seus clássicos reinventados, enquanto o Bar da Lora leva a tradição do Mercado Central de Belo Horizonte para o cenário internacional.
A delegação ainda conta com casas que representam a nova geração da gastronomia da cidade, como o Mira!, o FUGA bar & cozinha e o Jacinta, que unem criatividade, identidade urbana e experiências contemporâneas.
Completam o grupo nomes que valorizam a cozinha afetiva e os ingredientes regionais, como o Cozinha Santo Antônio, o Andu de Dois e a Comidaria Na Tora, todos responsáveis por levar ao público internacional um recorte autêntico dos sabores mineiros.
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Belo Horizonte e o reconhecimento como cidade criativa da gastronomia
O título concedido pela UNESCO posiciona Belo Horizonte entre as cidades que transformam a gastronomia em ferramenta de desenvolvimento, inovação e identidade cultural. Esse reconhecimento vai além dos pratos: ele valoriza toda uma cadeia produtiva, do produtor local ao chef, do boteco tradicional às novas casas autorais.
Ao participar de um festival internacional como o de Macau, a cidade não apenas apresenta sua culinária, mas fortalece sua imagem como destino turístico completo, onde comer bem é parte essencial da experiência.
Sabores mineiros com toque global no festival em Macau
No festival, a proposta é traduzir a essência da cozinha mineira para um público global sem perder autenticidade. Clássicos como pão de queijo, torresmo, bolovo e moela aparecem como protagonistas, acompanhados por releituras sutis que facilitam o diálogo com diferentes culturas.
A ideia é simples e poderosa: mostrar que a comida de boteco, apesar de sua origem popular, carrega sofisticação no sabor, técnica na execução e, principalmente, afeto em cada preparo.
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Turismo gastronômico: por que Belo Horizonte se destaca
A presença de Belo Horizonte em eventos como o International Cities of Gastronomy Fest reforça uma tendência global: o turismo gastronômico como experiência central de viagem. Em um mundo cada vez mais conectado, destinos que oferecem autenticidade se destacam e é exatamente isso que a capital mineira entrega.
Com uma cena vibrante, democrática e em constante evolução, a cidade se consolida como um dos principais polos gastronômicos do Brasil, onde tradição e inovação convivem à mesma mesa.
Quando o boteco atravessa fronteiras
Levar a comida de boteco para o outro lado do mundo é também levar histórias, sotaques e formas de viver. É mostrar que, em Belo Horizonte, comer não é apenas uma necessidade é um ritual, um encontro, uma celebração cotidiana.
E talvez seja justamente essa simplicidade cheia de significado que conquista. Porque, no fim das contas, o que se serve ali vai muito além do prato.
Um final com gosto de boteco
No embalo dessa viagem que sai de Belo Horizonte e chega até Macau, fica claro que o maior ingrediente da cozinha mineira não está na receita está no jeito de receber. É aquele convite despretensioso, a mesa que sempre ganha mais um lugar, o petisco que nunca vem sozinho.
Porque boteco de verdade não tem pressa, não tem cerimônia e, principalmente, não tem porta fechada. E se a comida mineira está cruzando oceanos, é só para provar que, onde ela chega, sempre cabe mais um. Então pode chegar, puxar a cadeira e ficar à vontade porque o mundo pode até ser grande, mas o espírito de um bom boteco sempre dá um jeito de aproximar todo mundo.
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