Gastronomia

Vinho sem álcool deixa de tendência e redefine o mercado na Wine South America

A Wine South America, que acontece entre 12 e 14 de maio de 2026 em Bento Gonçalves, deixa claro: o […]

Vinho sem álcool deixa de tendência e redefine o mercado na Wine South America -  (crédito: Uai Turismo)
Vinho sem álcool deixa de tendência e redefine o mercado na Wine South America - (crédito: Uai Turismo)
Vinho sem álcool deixa de tendência e redefine o mercado na Wine South America (Degustações de vinhos na Wine South America marcaram a edição do ano passado (foto: @paespelomundo))

A Wine South America, que acontece entre 12 e 14 de maio de 2026 em Bento Gonçalves, deixa claro: o vinho está mudando e rápido. O que antes parecia tendência passageira, hoje se consolida como movimento estrutural. Os rótulos zero proof – ou vinho sem álcool, deixaram de ser coadjuvantes e ganharam protagonismo, reposicionando a forma como o consumidor se relaciona com a bebida.

Não se trata apenas de reduzir o álcool, mas de preservar a experiência. É aqui que entram os vinhos desalcoolizados, que passam por vinificação completa antes da retirada do álcool, mantendo camadas de aroma, textura e complexidade. É um salto de sofisticação que responde diretamente a um consumidor mais consciente, mas também mais exigente.

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Wine South America em 2025 reuniu especialistas e novos formadores de opinião para discutir tendências sobre o vinho no mundo, e este ano o modelo promete se repetir (foto: @paespelomundo)

Nesse cenário, a Vinoh chama atenção ao lançar o primeiro espumante Brut desalcoolizado brasileiro feito 100% a partir de vinho. Não é detalhe técnico é mudança de paradigma. A proposta é clara: entregar algo que vá além do substituto e se aproxime, de fato, da experiência de um espumante tradicional.

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Outro movimento interessante vem da Cooperativa Vinícola Aurora, que mostra como até players históricos estão reposicionando suas estratégias. Ao avançar para rótulos desalcoolizados premium, como um Chardonnay da linha Procedências, a cooperativa sinaliza que essa categoria não é mais experimental ela é parte do futuro do setor.

Essa será a minha segunda vez na Wine South America, e a percepção é clara: a feira evolui no mesmo ritmo das transformações do mercado. Mais do que uma vitrine de lançamentos, ela se consolida como plataforma de negócios e articulação, onde tendências ganham escala e se conectam com diferentes agentes do setor.

O próximo passo e talvez o mais estratégico é ampliar o ecossistema do vinho no Brasil, envolvendo novos stakeholders na distribuição e no consumo: do varejo à hospitalidade, passando por tecnologia e novos perfis de público. Porque não basta produzir melhor; é preciso circular melhor, comunicar melhor e tornar o vinho mais presente no cotidiano. Entre a tradição secular do vinho e a ascensão dos rótulos sem álcool, fica a provocação: estamos diante de uma ruptura ou de uma evolução natural do próprio conceito de vinho? Pense nisso!

Thiago Paes é colunista de turismo e enogastronomia. Está nas redes sociais como @paespelomundo. Press: contato@paespelomundo.com.br

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Thiago Paes - Uai Turismo
postado em 29/04/2026 11:34
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