
O Espírito Santo está pronto para revelar ao mundo a riqueza de sua cultura, sua natureza exuberante do mar às montanhas e, sobretudo, sua gastronomia singular. E parte desse movimento que vem acontecendo há alguns anos já colhe os primeiros frutos, como pudemos ver no sucesso da EStour, salão regional de turismo que mobilizou o estado e atraiu grandes nomes do setor no Brasil.
O evento contou com um corredor que levou o visitante a viajar pelos principais atrativos turísticos do estado, num movimento de despertar sentidos e criar memórias inesquecíveis.
A abertura da EStour contou com a última apresentação regional do Plano Brasis que percorreu todos os estados do país, e agora foi entregue ao turismo do Espírito Santo pelo presidente da Embratur Bruno Reis. As estratégias de marketing lideradas pela Embratur em parceria com o Sebrae levaram ao recorde de 9.3 milhões de turistas internacionais em 2025 (mais que em ano de copa do mundo ou olimpíadas) e que está em plena ascensão com novos recordes no primeiro trimestre deste ano com 3.74 milhões de visitantes estrangeiros no Brasil.
Espírito Santo no Plano Brasis
As atrações do estado são ressaltadas no Plano Brasis que reitera o período de observação das baleias jubarte, as rampas de voo livre, os mergulhos recreativos e em especial a gastronômica única, destacando um prato específico: a moqueca capixaba.
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Ainda no plano Brasis, regiões como a capital Vitória, as Montanhas Capixabas (com 10 cidades turísticas), a praia de Guarapari, a cidade de Santa Tereza (de imigração italiana) e Itaúnas (a capital mundial do forró pé de serra). Viajar por essas atrações tem sido um momento de descobertas nessa minha terceira vez no estado.
Da capital Vitória destaque um bar-restaurante que tem todo o savoir-faire (saber fazer) do receber bem. O La Isla é um lugar de encontros, meio balada náutica (ele fica numa Marina), e ao mesmo tempo um restaurante contemporâneo. Petiscos deliciosos como os croquetes de camarão e cogumelo. No restô, risoto de frutos do mar entre outros pratos clássicos de mignon. O lugar tem um pôr do sol lindo, a vibe é contagiante, os proprietários recebem com uma elegância ímpar, vale a noite com amigos.
Do mar às Montanhas no mesmo dia
Subindo as montanhas capixabas região que concentra dez cidades turísticas com diversos atrativos destaque para o restaurante Casa do Chef Ari, na Pedra Azul. O lugar é repleto de pratos da Boa Lembrança, e foi um dos cardápios mais surpreendentes dessa viagem. Sabor, texturas (como a do arroz de pistache com polvo), que conquistam o paladar dos mais exigentes clientes. Destaque para o Sol escondido um creme de raízes e queijos com carne de sol de filé mignon, impecável. Todos os pratos são generosos e facilmente pode ser divididos. Além disso, o carisma do chef Ari torna o momento acolhedor e ainda mais gastronômico.
Ainda na região de Pedra Azul, hospedei-me mais uma vez no Natureza Ecolodge. Uma verdadeira experiência imersiva na mata atlântica, com direito a 5km de trilha em mata nativa e contemplação da natureza, cachoeiras. O hotel vem passando por uma repaginação principalmente em sua gestão e consumer experience. E de fato, o que melhorou bastante foi a parte do AeB (Alimentos e Bebidas). Agora no restaurante do hotel é possível encontrar ingredientes locais como os bolos e geleias de guabiroba (fruta nativa do cerrado e mata atlântica), além de uma diversidade de receitas do café ao jantar.
De volta a Vitória não podia faltar o símbolo gastronômico do estado, a moqueca capixaba, que provamos no restaurante de praia Alemão Gastrobar, na Curva da Jurema. Deliciosa! E ainda arroz de polvo e até moqueca vegana feita com banana da terra (dizem que a receita original saiu daqui do estado).
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É sem dúvidas um lugar para voltar muitas vezes. Turismo religioso, náutico, esportivo, de aventura, de luxo e muito mais. Volto com a sensação que os capixabas guardaram os cantinhos do Espírito Santo como um segredo e que agora generosamente querem dividir.
Nesse passo, ainda há um caminho para que o turismo do Espírito Santo represente de fato todo seu potencial. O trade precisa estar aberto a promoção turística, a treinamento das equipes de colaboradores. Assessorias, influenciadores locais, imprensa especializada são peças fundamentais nesse processo. É preciso ter uma relação próxima com esses stakeholders a fim de melhorar processos, atendimentos e, verdadeiramente, mostrar ao mundo o que o Espírito Santo tem. E não é pouco. Bravo!
Thiago Paes é colunista de turismo e enogastronomia. Está nas redes sociais como @paespelomundo. Press: contato@paespelomundo.com.br
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