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Turismo Gastronômico em Minas Gerais: queijo que vira viagem

Do terroir premiado da Canastra às tradições da Mantiqueira, veja como o Festival do Queijo Artesanal de Minas (QAM) ajudou a consolidar roteiros gastronômicos que unem história, sofisticação e o "saber fazer" mineiro

Turismo Gastronômico em Minas Gerais: queijo que vira viagem -  (crédito: Uai Turismo)
Turismo Gastronômico em Minas Gerais: queijo que vira viagem - (crédito: Uai Turismo)
Turismo Gastronômico em Minas Gerais: queijo que vira viagem (Produtores das regiões do Vale do Jequitinhonha, Canastra e Microrregião do Serro foram alguns dos que levaram queijo, cultura e história para o festival (Fotos: Uai Turismo))

O queijo artesanal mineiro não cabe mais apenas na mesa. Ele transbordou. O que vimos na 8ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas (QAM), em Belo Horizonte, foi a consolidação de um fenômeno: o produto como destino e o crescimento do turismo gastronômico em Minas Gerais. Quando falamos que o “queijo vira viagem”, estamos falando de uma metamorfose econômica que leva o turista da capital diretamente para o coração das fazendas, movendo uma engrenagem que une gastronomia, hotelaria de charme e preservação cultural.

O festival, realizado simultaneamente à Megaleite, funcionou como uma vitrine de luxo para as 15 regiões produtoras do estado. Mais do que degustar, o público foi convidado a percorrer um mapa sensorial que conecta o Cerrado à Mantiqueira. O sucesso, entretanto, acabou virando um pouco de desconforto para quem esteve por lá e queria, além de comprar queijos, conhecer mais sobre os produtores e suas regiões. É bem possível que para o ano que vem a organização repense a estrutura que foi pequena para tanta entrega.

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O Festival QAM como bússola do turismo gastronômico em Minas

O papel do Festival QAM vai muito além da comercialização, atuando como um hub de inteligência para o setor. Ao reunir produtores de regiões tão distintas, o evento educa o consumidor sobre o conceito de terroir com a influência do solo, do clima e da altitude no sabor final.

Para o turismo, isso é ouro, pois o festival cria o desejo pela origem. Assim, o visitante que descobre um queijo premiado da Canastra ou do Serro no evento é o mesmo que, no mês seguinte, busca uma pousada boutique na região para conhecer o processo de perto. É o impulsionamento da economia local através da valorização do saber fazer.

O mapa do sabor: das Serras ao Vale

Percorrer Minas através do queijo é descobrir um estado multifacetado. Afinal, cada região participante do festival oferece uma experiência única pelo estado:

  • Tradição e história: Regiões como Serro, Diamantina e Entre Serras da Piedade ao Caraça aliam a produção queijeira ao patrimônio histórico barroco.
  • Natureza e aventura: A Canastra, Ibitipoca e a Mantiqueira de Minas (incluindo Alagoa) são destinos onde o queijo é a recompensa após trilhas e cachoeiras, com uma hotelaria que aposta no conceito de “luxo rústico”.
  • Novas fronteiras: Territórios como o Vale do Jequitinhonha, Serra Geral, Vale do Suaçuí e Vale do Mucuri mostram a força da resiliência e a diversidade de sabores que o Norte e o Leste mineiro entregam.
  • Potência do agro: O Cerrado, Triângulo Mineiro, Serra do Salitre, Araxá e Campos das Vertentes demonstram como a tecnologia e a tradição podem caminhar juntas para criar produtos de exportação.

Impacto econômico e sustentabilidade

O turismo gastronômico é, hoje, um dos pilares da retenção de jovens no campo, pois ao transformar a fazenda em um ponto de visitação, criamos uma receita recorrente que vai além da venda do queijo e valoriza ainda mais o produto. Afinal, um produto com história vale bem mais. Essa movimentação pode gerar taxas de visitação, hospedagem e venda direta, onde o valor agregado pode elevar o preço de uma peça quando associada à experiência da visita.

Produtores que desejam abrir suas porteiras para o turismo precisam agora de uma nova habilidade, saber receber com o jeito mineiro aliado ao profissionalismo do setor de serviços. O desafio é a padronização do atendimento e a criação de experiências de luxo que respeitem a simplicidade da roça. Para o trade do turismo, o queijo é o “novo café”: um produto com narrativa, prêmios internacionais e um público disposto a pagar por autenticidade

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Uai Turismo
Isabella Ricci - Uai Turismo
postado em 07/06/2026 18:05
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