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Hotéis adotam cada vez mais pontos de autoatendimento  

O que as pessoas consomem ao entrar em um hotel? Observações registradas nos últimos anos revelam mudança na jornada do hóspede. Mercadinhos de autoatendimento 24 horas ganham relevância nos lobbies dos mais variados hotéis e mostram o que os hóspedes realmente procuram após o check-in; de água e refeições rápidas a itens que foram esquecidos ao fazer a mala e até lembranças de viagem

Hotéis adotam cada vez mais pontos de autoatendimento   -  (crédito: Uai Turismo)
Hotéis adotam cada vez mais pontos de autoatendimento   - (crédito: Uai Turismo)
Hotéis adotam cada vez mais pontos de autoatendimento   ((Foto: Maarten van Sluys))

Durante décadas, o gesto de abrir a porta do frigobar assim que entrava no quarto de hotel fez parte da rotina de quem viajava. Hoje, uma transformação silenciosa na hotelaria vem mudando essa dinâmica. Em vez do tradicional minibar abastecido nos apartamentos, hotéis desde os econômicos e já alcançando com bastante vigor a categoria midscale (superior) passam a apostar em pequenas lojas de autoatendimento grab & go no lobby, disponíveis 24 horas por dia. Mais do que uma escolha operacional para reduzir desperdícios, otimizar custos e dar mais autonomia ao hóspede, essa mudança descortinou um retrato interessante sobre o comportamento dos viajantes: Afinal, o que as pessoas realmente buscam logo depois de fazer o check-in?

Tendência irrefutável de consumo  

No Bleev Curitiba, hotel pertencente ao portfólio da HCC Hospitality que atua como vitrine para o conceito de “hotelaria essencial com propósito”, a loja de conveniência 24 horas se tornou um observatório desses hábitos fortemente acelerados durante e após a pandemia. Os produtos mais vendidos mostram que, muitas vezes, as necessidades do hóspede vão muito além do que tradicionalmente é oferecido dentro dos apartamentos. Água mineral lidera as vendas, seguida por refrigerantes, cervejas, chocolates, salgadinhos e doces. Mas a lista também inclui itens de conveniências que revelam situações comuns a quem está longe de casa, como escovas e pastas de dentes, barbeadores, carregadores de celular, adaptadores de tomada e outros itens de primeira necessidade, que frequentemente acabam esquecidos na bagagem.

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Mais do que snacks, o mercadinho também atende quem chega ao hotel depois do horário do jantar. Entre os itens mais procurados estão sanduíches naturais e refeições prontas, produzidas e fornecidas nos hotéis por empresas especializadas em alimentação e desenvolvidas para preservar o sabor e a qualidade de uma comida caseira. Para muitos hóspedes, acabam funcionando como um jantar rápido e prático.

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Outro comportamento que chamou a atenção foi o crescimento da procura por lembranças de Curitiba. Chocolates produzidos no Paraná, cafés especiais, cervejas artesanais e pequenos souvenirs passaram a integrar o mix de produtos e hoje figuram entre os itens mais vendidos, principalmente entre turistas que desejam levar uma recordação da cidade. Para Carolina Monteiro Sniecikoski, gerente geral do Bleev Curitiba, o mercadinho acabou se tornando um reflexo bastante fiel da rotina de quem viaja.

Percebemos que o hóspede valoriza muito a praticidade. Muitas vezes ele chega tarde, quer apenas pegar uma água, fazer um lanche ou uma refeição rápida, comprar um item que esqueceu de trazer ou levar uma lembrança da cidade sem precisar sair novamente do hotel. O mercadinho oferece essa autonomia e acaba revelando, de forma muito espontânea, como as pessoas realmente utilizam o espaço durante a hospedagem”.

Reflexo também da escassez de mão de obra

A substituição dos frigobares abastecidos por mercados de autoatendimento acompanha uma tendência observada em hotéis econômicos e lifestyle ao redor do mundo. Em tempos de escassez de mão de obra e gargalos operacionais causados por redução de quadro esta solução além de reduzir desperdícios, já que elimina produtos mantidos nos apartamentos também facilita os controles e as perdas por vencimento. Esse modelo de operação já está incorporado a jornada do hóspede e vem sendo adotado de forma cada vez mais ampla na hotelaria. Para o cliente, há muito mais agilidade e comodidade. Para o hotel que o utiliza, podemos citar algumas vantagens como maior mix de produtos, menos desperdício, possibilidade de atendimento 24 horas uma vez que normalmente o serviço é disponibilizado em espaço contíguo a recepção do hotel não necessitando de aumento no quadro de funcionários.

No caso do Bleev essa lógica faz parte do próprio conceito do empreendimento, que busca concentrar investimentos naquilo que realmente agrega valor à experiência do cliente, oferecendo uma hospedagem prática, funcional e conectada aos novos hábitos de consumo. “Quando observamos o que as pessoas compram, percebemos que não existe mais um consumo padronizado. Cada hóspede tem uma necessidade diferente. Uns chegam procurando um jantar rápido, outros precisam de um carregador, outros querem apenas uma cerveja para relaxar ou uma lembrança para levar para casa. O mercadinho consegue atender todas essas situações com muito mais flexibilidade do que um frigobar tradicional“, conclui Carolina.

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Sobre a HCC Hospitality

O Hotel Bleev Curitiba é administrado pela HCC Hospitality que opera 12 hotéis em 6 diferentes destinos no Brasil. A rede dirigida por Elias Rodrigues foi fundada em 2000 e inicialmente administrava somente 4 empreendimentos pertencentes a um investidor. Ao longo desses mais de 25 anos a rede expandiu sua expertise consolidando um ecossistema completo de soluções para os mercados imobiliário e de hospitalidade. No escopo estão inclusas diferentes etapas do ciclo de um empreendimento como concepção, desenvolvimento do projeto, operação e gestão full dos ativos. Inaugurado em 1º. de janeiro de 2026, o Bleev Curitiba oferece uma experiência moderna, funcional e acessível para viajantes de negócios e lazer, com apartamentos confortáveis, Wi-Fi de alta velocidade, café da manhã variado, academia e ambientes planejados para uma hospedagem ágil e acolhedora. Com gestão profissionalizada e foco em eficiência operacional, o hotel possui 215 unidades habitacionais e se destaca como uma das melhores opções econômicas da capital paranaense.

A incorporação de conveniências autônomas permite uma gestão mais eficiente dos serviços oferecidos pelo hotel. Com sistemas automatizados de monitoramento e reposição de estoque, os gestores podem dedicar menos tempo a tarefas operacionais rotineiras e focar em estratégias para melhorar a experiência do hóspede”.

Maarten Van Sluys (Consultor Estratégico em Hotelaria – MVS Consultoria)

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Uai Turismo
Maarten Van Sluys - Uai Turismo
postado em 04/08/2026 06:13
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