
Com sede oficial em Paris e presente em cidades como Nova York, Tóquio e Shangai, o Salon du Chocolat e da confeitaria chega à Bahia e coloca o Brasil no calendário oficial do maior encontro mundial do setor. O evento tem programação anual e ainda este ano inclui cidades como Dubai, Paris, Shangai, Toronto, Ryiadh e Istambul, além de Salvador, até dezembro. Para o primeiro semestre de 2027 as datas contemplam países como Japão, Índia e Estados Unidos.
Pela primeira vez no Brasil, serão quatro dias de atividades e exposições de 10 a 13 de dezembro, o que está sendo comemorada também como a primeira edição na América Latina. O evento acontecerá também no Peru em 2027, ainda sem data confirmada.
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Desde o anúncio do Salon du Chocolat no Brasil, em maio deste ano, ainda na expectativa pela programação e nomes que estarão no evento que em edições nos demais países contou com workshops, masterclasses, provas e até exibição de esculturas de chocolate.
Entre os primeiros nomes confirmados para a edição Brasil está o chef francês Guillaume Gomez, Embaixador da Gastronomia Francesa e responsável pela cozinha do Palácio do Eliseu por mais de três décadas.
O responsável por trazer o evento para o Brasil é empresário Marco Lessa, que já realizou dois eventos na área, o Origem Week e Chocolat Festival. Com 49 edições do Chocolat Festival, Lessa agora mira mais longe com atração do Salon du Chocolat para o Brasil, a maior vitrine do cacau e chocolate do mundo.
Uma honra trazer o Salon du Chocolat para o Brasil com uma edição completa, histórica e definitiva e na Bahia, a terra do cacau. Após 15 anos de parceria com o Brasil, e da presença consolidada nas maiores capitais do mundo, o Salon coloca o país no calendário oficial com uma edição própria no destino que é, afinal, a grande origem do cacau, afirmou Marco Lessa, CEO da MVU/M21.
Segundo Lessa, “O Brasil tem produtos incríveis, além do cacau e do chocolate, como a castanha do Pará, o guaraná, o café especial, o charuto e outros tantos que decidimos expandir para um evento paralelo. A motivação é a mesma: mostrar nossos produtos ao mundo e incentivar novos negócios.
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O cenário do cacau e do chocolate no Brasil hoje combina recuperação produtiva, desafios estruturais e forte potencial de expansão, segundo as principais entidades técnicas do setor AIPC, ABICAB, FIESP, CEPLAC, ICCO e o Observatório do Cacau. O consumo interno é calculado a partir da equação: produção + importação exportação, segundo metodologia FIESP/IBGE.
De outra banda, o chocolate brasileiro vem acumulando reconhecimento internacional consistente, sobretudo nas competições mais prestigiadas do mundo para chocolates finos e beantobar. Os prêmios mais relevantes e onde o Brasil mais se destaca são os International Chocolate Awards (ICA), considerados o Oscar do Chocolate, o Brasil conquistou 32 medalhas em 2026, incluindo ouro, prata e bronze.
Boa parte da notória participação do Brasil nas premiações internacionais vem também da adição de ingredientes bem brasileiros e quem tem se tornado o diferencial no mundo, em plena valorização do Uso da biodiversidade nacional como os que incluem cupuaçu, açaí, castanhas, baru; as Técnicas artesanais beantobar com foco em origem e microlotes; além do prestígio ao terroir brasileiro como perfis sensoriais únicos
A importância das conquistas internacionais do chocolate brasileiro é muito maior do que apenas ganhar medalhas. Elas mexem com toda a cadeia das associações às indústrias, dos pequenos produtores ao consumo saudável. As associações ganham mais força para defender políticas públicas, crédito rural e programas de qualidade.
As medalhas e os grandes eventos como o Salon du Chocolate são exatamente isso: evidenciam tecnicamente que o Brasil está no caminho certo; reconhecem cacau de agrofloresta incentivando práticas regenerativas; colocam regiões como Sul da Bahia, Pará e Minas como terroirs de excelência. Outra característica das premiações e eventos é o aumento da demanda por chocolates com maior teor de cacau consumidores provam e passam a buscar chocolates de melhor qualidade como os que possuem 60%, 70%, 80% de cacau e apresnetam melhor qualidade nutricional.
O Salon du Chocolat no Brasil pode funcionar como uma grande vitrine global capaz de impulsionar toda a cadeia: ao aproximar produtores de compradores internacionais, valorizar chocolates de origem e cacau fino, amplia o acesso de pequenos agricultores a mercados premium, e educa o público sobre produtos com maior teor de cacau e menor presença de aditivos; ao reunir especialistas, marcas e consumidores em um único espaço, o evento acelera a profissionalização do setor, fortalece a cultura do chocolate de qualidade e estimula um consumo mais saudável e consciente. E esse é um importante reconhecimento internacional que a gastronomia brasileira merece!
Thiago Paes é colunista de viagem e gastronomia. Apresentador de TV no canal Travel Box Brazil e Travel Food&Drinks. Finalista do Prêmio Europa de Comunicação e está nas redes sociais como @paespelomundo. Press: contato@paespelomundo.com.br
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