SAÚDE

O que ninguém nunca te contou sobre a cerveja no seu corpo


Do intestino ao coração, pesquisas mostram efeitos no consumo moderado, mas especialistas reforçam que contexto ainda é decisivo

Por Thamires Pinheiro
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Microbiota intestinal

Um estudo espanhol publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry revelou que o consumo diário de cerca de 330ml de cerveja, inclusive sem álcool, aumentou a diversidade da microbiota intestinal, um fator importante para imunidade e controle de inflamações

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Papel dos polifenóis

O efeito positivo está ligado aos polifenóis presentes no malte e no lúpulo, que servem de alimento para bactérias benéficas. Essa interação pode ajudar o corpo a manter um equilíbrio interno mais estável

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Entre mitos e realidades

A cerveja sempre foi vista em extremos: ora como vilã da famosa 'barriga', ora como bebida com supostos benefícios. Pesquisas recentes mostram que seus efeitos no corpo são mais complexos e vão além dessas simplificações

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Peso e metabolismo

Revisões científicas indicam que o consumo leve a moderado de álcool não está diretamente associado ao aumento de gordura corporal. O fígado prioriza o metabolismo do álcool, o que pode levar a compensações calóricas. Porém, o excesso muda completamente essa lógica e favorece o acúmulo de gordura abdominal

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Atenção

A nutricionista Ana Clara Silva ressalta que, embora haja impacto positivo na microbiota, ele é discreto. Segundo ela, não é motivo para consumir cerveja com foco em saúde, já que existem formas mais eficazes de obter os mesmos benefícios

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Compostos do lúpulo

O lúpulo contém xanthohumol, com ação antioxidante e anti-inflamatória, além de fitoestrogênios de leve efeito hormonal. Apesar do interesse científico, as quantidades presentes na cerveja são baixas e não há evidência suficiente de benefícios diretos

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Coração e limites seguros

Estudos antigos sugeriam menor risco cardiovascular com consumo moderado, mas análises recentes apontam que o efeito pode estar ligado ao estilo de vida dos consumidores, e não ao álcool. Organizações de saúde reforçam que não existe nível totalmente seguro de ingestão, recomendando limites baixos: até uma dose por dia para mulheres e até duas para homens

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