Galeria

Pesquisador desenvolve ‘cerveja vacinal’ e gera polêmica no meio científico


Um renomado pesquisador dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos decidiu testar uma ideia ousada que tem levantado debates sobre ética e ciência: uma vacina comestível.

Por Flipar
Wikimedia Commons/G. Edward Johnson

Em sua própria cozinha, Chris Buck desenvolveu uma cerveja utilizando leveduras modificadas geneticamente.

Reproduc?a?o/Chris Buck

O virologista optou por driblar as exigências regulatórias e testou o novo método em si mesmo.

Farivar Hamzeyi/Sciencenews

A bebida elaborada por Buck é capaz de gerar partículas semelhantes às do poliomavírus BK, patógeno associado a cânceres e a complicações graves em pacientes transplantados.

Freepik/kjpargeter

Segundo o próprio cientista, após consumir a cerveja experimental, seu organismo passou a produzir anticorpos contra diferentes variantes do vírus.

YesMore Content/Unsplash

Em entrevista ao ScienceNews,, ele afirmou que alguns familiares próximos também participaram do consumo da bebida.

Reproduc?a?o/Chris Buck

Para compartilhar suas descobertas, Buck publicou os dados na plataforma Zenodo (sem passar pela revisão de outros cientistas).

Reproduc?a?o/X

E o virologista ainda foi além: em seu blog, ele disponibilizou instruções detalhadas para reproduzir a chamada “cerveja vacinal”.

Manfred Richter/Pixabay

O conjunto de dados reúne tanto experimentos em camundongos quanto relatos de autoexperimentação humana.

Wkimedia Commons/Amirekul

A atitude do cientista gerou um forte atrito com as autoridades de saúde. O NIH desautorizou a prática, afirmando que cientistas não devem realizar testes em si mesmos fora de protocolos rígidos.

Wikimedia Commons/Duane Lempke

Buck argumenta que, como fez tudo em casa e fora do horário de trabalho, trata-se de sua vida particular.

Reproduc?a?o

Para continuar com os experimentos, o pesquisador criou uma ONG chamada Gusteau Research Corporation.

Farivar Hamzeyi/Sciencenews

Ele se inspirou no filme 'Ratatouille' e na ideia de que 'qualquer um pode cozinhar' (ou, nesse caso, fazer ciência).

Timothy Dykes/Unsplash

O virologista defende que a bebida poderia ser classificada como alimento ou suplemento, já que as leveduras utilizadas são amplamente consideradas seguras para consumo humano.

Frank Luca/Unsplash

Na visão dele, isso permitiria um caminho mais rápido até o público, sem a longa sequência de testes clínicos exigidos para vacinas convencionais.

Freepik

Caso a estratégia se confirme, poderia permitir vacinas mais baratas, fáceis de armazenar e de administrar, até mesmo em alimentos, com potencial aplicação contra outras doenças.

Imagem Freepik

No entanto, especialistas ressaltam que as evidências em humanos são muito limitadas, sem estudos clínicos nem avaliação adequada de efeitos colaterais.

CDC/Unsplash

Os especialistas também temem que a 'cerveja vacinal' alimente a desinformação e movimentos antivacina, prejudicando a confiança pública.

Freepik/rawpixel.com

Enquanto Buck aponta a lentidão burocrática como um obstáculo que custa vidas, bioeticistas defendem que o rigor regulatório é o que garante a segurança e a eficácia das imunizações.

Reprodução do X @UFHealthCancer