Estéban vivia um romance com Celina (Malu Galli), relação que não existia na versão original da novela. Inicialmente, o personagem propôs a Celina uma vida livre das amarras familiares e se viu vítima de uma armação de Odete (Debora Bloch), o que causou a separação do casal.
Caco chegou a fazer terapia para interpretar Estéban, segundo ele 'um homem extremamente charmoso, com sofisticação de berço e bom gosto'. Após deixar a trama em junho, o ator foi convidado a retornar à novela devido à boa recepção do público.
Além de ator e diretor, Caco é biólogo formado pela Universidade de São Paulo (USP), com atuação em laboratório, e também estudou engenharia química.
Desde pequeno, Caco já demonstrava vocação para os palcos, embora seus pais não tenham apoiado sua escolha profissional inicialmente. Antes de completar 10 anos, já integrava o grupo de teatro amador do clube Hebraica, onde iniciou sua trajetória artística.
Determinado, ele seguiu seu caminho e formou-se pela Escola de Arte Dramática.' Aos 17 anos, estreou profissionalmente com a peça 'Ecos', recebendo elogios da crítica.
Em 1995, devido ao bom desempenho que apresentou na peça 'Píramo e Tisbe', recebeu o Prêmio Mambembe de Melhor Ator Coadjuvante e ainda assinou contrato de dois anos com a TV Globo.
Afinal, durante uma das apresentações do espetáculo, o diretor Luiz Fernando Carvalho — responsável pela novela 'O Rei do Gado' — estava na plateia. Impressionado com a atuação de Caco, não hesitou em convidá-lo para integrar o elenco da trama, marcando sua estreia na televisão em 1996.
Na ocasião, ele interpretou o jovem Geremia Berdinazzi, personagem que mais tarde seria interpretado por Raul Cortez. Sua atuação chamou a atenção da crítica especializada e lhe rendeu o Prêmio APCA na categoria Revelação Masculina.'
Nos quatro anos seguintes à sua estreia, teve participações discretas em novelas, com personagens de pouca repercussão. Nesse período, contudo, destacou-se no teatro com a montagem de 'Rei Lear', pela qual foi reconhecido com o Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Ator.'
No cinema, debutou com o filme 'Caminho dos Sonhos', estrelado por Taís Araújo e Elliott Gould. O protagonismo veio em 'Bicho de Sete Cabeças' (2001), um dos filmes mais premiados do Brasil.
Em 2005, o ator foi alçado ao posto de galã ao interpretar Ed Talbot na novela 'América', formando par romântico com Deborah Secco e conquistando o público com sua atuação.
Um dos papéis marcantes de Caco Ciocler na televisão se deu em 'Páginas da Vida' (2006). Na ocasião, viveu o fotógrafo Renato, personagem que cresceu com a aceitação do público.
Caco participou da novela 'Salve Jorge' (2012), de Glória Perez. O personagem não caiu nas graças do público sendo, segundo o ator, bastante odiado.
No mesmo ano, ganhou o prêmio de Melhor Ator no Festival do Rio por sua atuação no longa 'Disparos'. No filme, interpretou um delegado rígido que confronta um fotógrafo acusado de omissão de socorro. A trama envolve o atropelamento de motoqueiros por um carro desconhecido.
No currículo, Caco Ciocler acumula uma ampla variedade de personagens em novelas e minisséries — de vilões e mocinhos a intelectuais, delegados e até príncipes — demonstrando sua versatilidade como ator.
Sua experiência como diretor também merece menção. Entre seus trabalhos mais reconhecidos estão os curtas 'Trópico de Câncer' e 'O Dia M', ambos premiados e elogiados pela crÃtica. E venceu o Prêmio Quem na categoria Melhor Diretor de teatro pela peça 'Na Solidão dos Campos de Algodão'.
Engajado no teatro, não limitou-se ao protagonismo em 'Rei Lear'. Ele também desenvolveu forte interação com o público em '45 Minutos', ganhando merecido reconhecimento por parte da crítica.
De origem judaica, Caco Ciocler é praticante do judaísmo. Em 2024, reviveu tradições de sua família ao se casar com a mestre em Psicologia, Paula Cesari. O casamento teve as tradicionais danças judaicas, que aprendeu ainda na infância.
O ator é pai de Bruno, fruto de seu relacionamento com a atriz Lavínia Lorenzon. Ele também foi casado com a videoartista e apresentadora Marina Previato.
Ao longo de mais de três décadas de carreira, Caco Ciocler construiu uma trajetória marcada pela versatilidade, profundidade e coragem artística. Seja no teatro, no cinema ou na televisão, ele se reinventa a cada papel, emocionando o público com atuações intensas e memoráveis.