Galeria

Por que bocejamos? O gesto involuntário que diz muito sobre o corpo


Bocejar é um comportamento universal, presente em humanos e em muitos animais, e acontece desde a vida fetal. Apesar de comum, por muito tempo ele intrigou a ciência.

Por Flipar

Durante anos, acreditou-se que o bocejo servia apenas para aumentar a oxigenação do cérebro. Hoje, essa explicação é considerada incompleta.

imagem gerada por i.a

Pesquisas mais recentes indicam que o bocejo ajuda a regular a temperatura cerebral. Ao abrir bem a boca e inspirar profundamente, ocorre um leve “resfriamento” do cérebro.

Imagem de gdgrafik por Pixabay

Esse ajuste térmico pode melhorar a atenção, a vigilância e o desempenho mental. Por isso, bocejamos mais quando estamos cansados, entediados ou sonolentos.

imagem gerada por i.a

O bocejo também aparece em momentos de transição do estado mental. É comum ao acordar, antes de dormir ou quando mudamos de uma tarefa para outra.

imagem gerada por i.a

Além do aspecto fisiológico, há um forte componente social no bocejo. Ele não é apenas uma resposta automática do corpo.

imagem gerada por i.a

O chamado bocejo contagioso ocorre quando bocejamos ao ver, ouvir ou até ler sobre alguém bocejando. Nem todo mundo é igualmente suscetível a isso.

imagem gerada por i.a

Estudos mostram que o bocejo contagioso está ligado à empatia. Pessoas mais sensíveis às emoções alheias tendem a “pegar” bocejos com mais facilidade.

imagem gerada por i.a

Esse tipo de bocejo costuma surgir a partir da infância, geralmente após os quatro anos. Isso coincide com o desenvolvimento das habilidades sociais.

imagem gerada por i.a

Uma hipótese é que o bocejo sincronize comportamentos. Em grupos, ele pode ajudar a alinhar estados de alerta ou descanso entre os indivíduos.

imagem gerada por i.a

O cérebro participa ativamente desse processo, envolvendo áreas relacionadas à imitação e às emoções. Por isso, não é algo fácil de controlar.

Freepik/kjpargeter

Curiosamente, pessoas com certos transtornos neurológicos apresentam menos bocejo contagioso. Isso fortalece a ligação com os circuitos da empatia.

Gerd Altmann pixabay

O bocejo não é exclusivo dos humanos: vários animais também bocejam como parte de comportamentos ligados ao sono, estresse ou comunicação social.

Cães, gatos, macacos, leões, aves e até peixes já foram observados bocejando em diferentes situações.

Imagem de vargazs por Pixabay

Apesar dos avanços, o bocejo ainda guarda mistérios. Nenhuma teoria isolada explica completamente todas as suas funções.

Imagem de Sammy-Sander por Pixabay

Mesmo assim, ele segue sendo um sinal de conexão entre corpo e mente. E, quase inevitavelmente, de conexão entre as pessoas também.

imagem gerada por i.a