Trump justificou a medida como essencial para impedir a presença de potências rivais, como Rússia ou China, no estratégico território ártico rico em minerais e com importância militar crescente
A proposta gerou forte reação internacional: líderes da Groenlândia e da Dinamarca rejeitam qualquer negociação sobre soberania, insistindo que o futuro da ilha deve ser decidido pelos próprios groenlandeses, e aliados europeus alertam que uma ação forçada poderia comprometer a Otan.
Mesmo assim, Trump confirmou que avalia diversos cenários, incluindo opções diplomáticas ou até o uso de força caso não consiga um acordo voluntário.
A Groenlândia passou a operar em 2025 com um novo aeroporto internacional em Nuuk, capital do país, marcando uma transformação na conexão do território ártico com o resto do mundo.
Com uma pista de 2.200 metros, o aeroporto foi projetado para permitir a chegada de aviões maiores. A principal companhia local a operar no aeroporto de Nuuk é a Air Greenland, com voos para Copenhague (Dinamarca) e Reykjavik (Islândia).
No Aeroporto de Nuuk operam Air Greenland (a principal e bandeira local), Icelandair, Scandinavian Airlines (SAS) e United Airlines, com voos sazonais e regulares conectando destinos na Europa, nos Estados Unidos e dentro da Groenlândia.
A Air Greenland realiza a maioria das rotas domésticas e algumas internacionais, enquanto Icelandair e SAS oferecem ligações sazonais da Europa, e United Airlines opera voos diretos sazonais entre os EUA (principalmente Newark) e Nuuk, fortalecendo o acesso transatlântico ao país ártico.
Antes desse aeroporto, turistas que visitavam a Groenlândia precisavam desembarcar em cidades menores como Kangerlussuaq (foto) e Narsarsuaq, antigas bases militares da Segunda Guerra Mundial.
As autoridades esperam controlar o crescimento do número de visitantes anuais na Groenlândia para preservar o equilíbrio ambiental e a autenticidade do turismo local.
Além do aeroporto de Nuuk, mais dois aeroportos devem ser inaugurados na Groenlândia em 2026, em Ilulissat (foto) e Qaqortoq, facilitando os deslocamentos em um país com apenas 90 km de estradas asfaltadas.
Considerada a maior ilha do mundo, a Groenlândia fica localizada no extremo nordeste da América do Norte, entre o Oceano Atlântico Norte e o Oceano Ártico.
Apesar de sua proximidade geográfica com o continente americano, a ilha é politicamente e historicamente associada à Europa, uma vez que é um território autônomo da Dinamarca.
Com uma população de aproximadamente 56 mil habitantes, a maioria vivendo na costa sudoeste, a Groenlândia é uma das regiões menos povoadas do mundo.
O território da Groenlândia foi colonizado pela primeira vez por vikings no século X, liderados por Erik, o Vermelho. Posteriormente, foi incorporada à Noruega e, em 1814, passou para o controle dinamarquês.
Em 1979, o país conquistou autonomia política, e em 2009, ampliou seus poderes de autogoverno, embora questões de defesa e política externa ainda sejam geridas pela Dinamarca.
A ilha é conhecida por sua vasta camada de gelo, que cobre cerca de 80% de sua superfície, tornando-a um dos locais mais importantes para o estudo das mudanças climáticas.
Essa camada é a segunda maior reserva de gelo do planeta, perdendo apenas para a Antártida, e seu derretimento tem implicações significativas para o aumento do nível do mar.
O clima é polar, com invernos longos e frios e verões curtos e frescos. As temperaturas podem variar muito, dependendo da região.
A população da Groenlândia é pequena e concentra-se principalmente na costa oeste. A maioria dos habitantes são inuítes, descendentes dos primeiros colonos.
Os locais têm preservado tradições culturais, como a pesca, a caça de focas e baleias, e a confecção de roupas de pele para enfrentar o frio intenso.
O groenlandês e o dinamarquês são os idiomas oficiais do país. Mas o inglês é amplamente estudado nas escolas, o que favorece o turismo na região.
A capital, Nuuk, com cerca de 20 mil habitantes, é o maior centro urbano, onde se concentram atividades econômicas e culturais.
Economicamente, a Groenlândia depende da pesca, especialmente do camarão e do halibute, além da extração de minérios, que são abundantes na região.
Nos últimos anos, o interesse internacional na ilha tem crescido devido ao seu potencial em recursos naturais, incluindo petróleo, gás e minerais raros, como ouro, platina e urânio.
O turismo está crescendo, atraído pela beleza natural da ilha e pelas atividades ao ar livre, como trilhas, caiaque e observação da vida selvagem e principalmente da aurora boreal.