A estratégia é tão simples quanto criativa: ele coloca os animais em uma mochila adaptada e percorre as áreas mais badaladas de Nova York com uma placa que diz “adote-me”.
As caminhadas são registradas em vídeo e divulgadas nas redes sociais de Bryan Reisberg, onde rapidamente alcançam grande repercussão.
Mais do que cenas carismáticas, a ação gera resultados concretos. Ao circular fora do ambiente dos abrigos, os cães chamam a atenção e interagem com pedestres.
Alguns cachorros até revelam traços de personalidade que dificilmente seriam percebidos atrás das grades de um abrigo.
Esse contato mais humano e espontâneo, segundo Bryan, aumenta significativamente as chances de adoção.
Um exemplo é a cadela Bertha, que participou de um desses passeios e foi adotada poucos dias depois.
A inspiração para o projeto surgiu de forma natural. Antes de envolver animais resgatados, Bryan já levava sua própria cadela, Maxine, para passear de metrô dentro de uma mochila.
Na época, ela ficou conhecida na internet como “a cachorra da mochila”, o que fez Bryan largar o emprego em 2021 para se dedicar ao projeto.
Os registros das reações curiosas e encantadas dos nova-iorquinos viralizaram, mostrando o impacto de apresentar um cachorro em contextos cotidianos e acessíveis.
Foi ali que ele percebeu como aquele formato poderia ajudar outros animais a serem vistos além dos muros dos abrigos.
Com mais de 75 milhões de visualizações acumuladas, Bryan também é o criador da marca Little Chonk, especializada em mochilas para pets, diretamente inspirada na convivência com Maxine.
Os passeios com os cães adotáveis duram algumas horas e incluem trajetos de metrô, visitas a parques e encontros espontâneos com pessoas nas ruas.
Em cada publicação, ele descreve o perfil comportamental do animal, o que facilita a identificação de possíveis interessados.
No caso de Bertha, por exemplo, Bryan destacou que ela gosta de beijos, brinquedos específicos, fazer amigos, além de ter uma certa aversão a alguns tipos de pelúcia.
O projeto acontece em parceria com o Animal Care Centers of NYC e conta ainda com o apoio de organizações como a Best Friends Animal Society, responsáveis por auxiliar na seleção dos cães.
Ao The Washington Post, Reisberg destacou que a experiência vai além do conteúdo digital: “É maluco para mim, poder ver mudanças reais do impacto direto que estou a ter para melhorar a vida de outra pessoa e de outro cão”.
Ele revelou que dedica cerca de um dia por semana à iniciativa, ajustando os passeios às necessidades e limites de cada animal.