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Crise na Venezuela: Vestido de luxo gera críticas em posse de presidente interina


No dia 12 de janeiro de 2026, Delcy Rodríguez assumiu o cargo de presidente interina da Venezuela em sessão da Assembleia Nacional.

Por Flipar
Reprodução do Instagram @delcyrodriguezv

A cerimônia foi conduzida por seu irmão, Jorge Rodríguez, e marcou a transição no comando do país após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Delcy ocupava o cargo de vice do ditador venezuelano

Reprodução do Instagram @delcyrodriguezv

Além do conteúdo político, a cerimônia ganhou repercussão internacional por um detalhe ligado à imagem pessoal de Delcy Rodríguez. O vestido usado pela política tornou-se assunto de debate, principalmente em razão de seu valor.

Reprodução do Instagram @delcyrodriguezv

A peça, de cor verde, tinha modelagem justa, mangas compridas, barra assimétrica e punhos com babados, sendo assinada pela grife italiana Chiara Boni La Petite Robe.

Reprodução do Instagram @delcyrodriguezv

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o modelo estava disponível em plataformas de artigos de luxo por 746 euros, o equivalente a aproximadamente R$ 4.680. O valor elevado do traje provocou forte reação nas redes sociais. Usuários criticaram a escolha da vestimenta, apontando o contraste entre o custo da peça e a realidade econômica enfrentada por grande parte da população venezuelana.

Reprodução do Instagram @delcyrodriguezv

A Venezuela atravessa um novo período de instabilidade desde 4 de janeiro, data em que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram detidos por forças dos Estados Unidos na capital Caracas.

Reprodução do Youtube Canal Brasil Urgente

Dois dias depois, ambos compareceram pela primeira vez a um tribunal em Nova York, onde se declararam inocentes das acusações de tráfico de drogas e porte de armas. Na audiência, Maduro afirmou que continua sendo o presidente legítimo do país.

Reprodução do Youtube Canal Brasil Urgente

Mesmo com a posse de Delcy Rodríguez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou reiteradas vezes que não descarta uma ampliação da intervenção caso o regime venezuelano se recuse a cooperar.

Reprodução de Instagram

Integrantes da Casa Branca chegaram a classificar a atuação americana como uma operação militar em curso, ainda que oficialmente a captura de Maduro tenha sido apresentada como uma ação de natureza policial.

Reprodução do Youtube Canal Brasil Urgente

No campo da oposição, María Corina Machado anunciou a intenção de retornar à Venezuela o mais rápido possível. Ela ganhou projeção internacional ao receber o Prêmio Nobel da Paz em 10 de outubro e, após a operação americana, afirmou que pretendia dividir o reconhecimento com o presidente dos Estados Unidos

Reprodução do Instagram @mariacorinamachado

Apesar da visibilidade internacional de María Corina Machado, Trump rejeitou a possibilidade de que ela assuma a presidência da Venezuela, alegando falta de legitimidade. O americano chegou a publicar em sua rede social uma imagem em que sua página na Wikipédia aparece alterada, atribuindo a ele o cargo de presidente interino da Venezuela. A edição, no entanto, não passava de uma montagem.

Reprodução do Wikipédia

Maria Corina, no entando, defende que Edmundo González Urrutia seja empossado, sustentando que ele venceu a última eleição presidencial.

Reprodução do Instagram @egonzalezurrutia

Maduro chegou ao poder em 2013 como sucessor do regime de Hugo Chávez, que morreu em março daquele ano. Desde então, seu governo tem sido alvo constante de críticas internacionais, sobretudo em relação ao desrespeito às instituições democráticas.

Presidencia El Salvador

A crise se aprofundou após as eleições de 2024, quando Maduro declarou vitória em um processo amplamente contestado pela oposição e por diversos países, entre eles Brasil, Argentina e Estados Unidos, que não reconheceram o resultado.

- Reprodução do Instagram @mariacorinamachado

O Conselho Eleitoral da Venezuela, alinhado ao regime chavista, proclamou Maduro vencedor. No entanto, observadores internacionais, como o Carter Center, pediram a divulgação detalhada dos resultados das urnas, o que não ocorreu.

Instagram @nicolasmaduro

Após a divulgação do resultado oficial, protestos se espalharam pelo país, com detenções e mortes. Em meio à escalada repressiva, Edmundo González buscou asilo na Espanha, medida classificada pela Organização dos Estados Americanos como um exílio forçado, depois que a Justiça venezuelana ordenou sua prisão sob acusações ligadas à divulgação de resultados eleitorais em um site.

Reprodução do Instagram @egonzalezurrutia

A tensão entre Caracas e Washington já vinha se intensificando desde setembro, quando os Estados Unidos iniciaram operações no Caribe contra embarcações suspeitas de envolvimento com o narcotráfico e passaram a pressionar Maduro a deixar o poder.

Reprodução do Instagram @realdonaldtrump

Após a captura de Maduro, Trump afirmou que empresas petrolíferas estrangeiras seriam capazes de reconstruir a infraestrutura energética do país em menos de 18 meses, caso haja uma mudança efetiva no comando político venezuelano. O país sul-americano detém as maiores reservas de petróleo bruto do planeta. Elas são estimadas em 303 bilhões de barris.

Terry McGraw pixabay