Na literatura, no cinema e na televisão, os detetives ajudam a decifrar mistérios, mas também a compreender a sociedade de seu tempo. Alguns se destacam pelo raciocínio lógico, outros pela intuição, pelo método científico ou pelo mergulho na mente humana. O Flipar relembre a seguir grandes detetives que marcaram época nas artes.
Por FliparSherlock Holmes (Arthur Conan Doyle) – Símbolo máximo do detetive racional, Holmes resolve crimes por meio da observação minuciosa e da dedução lógica. Sua parceria com o dr. Watson tornou-se um dos duos mais célebres da ficção.
Holmes é um dos personagens mais adaptado da história da literatura, com versões clássicas e modernas no cinema e na TV. Vai do detetive vitoriano ao investigador high-tech do século 21.
Hercule Poirot (Agatha Christie) – O belga de bigodes impecáveis confia mais nas “pequenas células cinzentas” do que na ação física. É conhecido por desvendar crimes aparentemente insolúveis a partir da psicologia dos suspeitos.
O detetive Poirot, de Agatha Christie, ganhou inúmeras adaptações para cinema e televisão. Destacam-se as versões estreladas por David Suchet e Kenneth Branagh.
Miss Marple (Agatha Christie) – À primeira vista, uma pacata senhora do interior inglês, mas dotada de aguçado senso de observação. Resolve crimes comparando comportamentos humanos aos da pequena vila onde vive.
Auguste Dupin (Edgar Allan Poe) – Considerado o primeiro detetive da literatura moderna, Dupin introduziu o método analítico na ficção policial. Ele inspirou diretamente personagens como Sherlock Holmes.
Padre Brown (G. K. Chesterton) – Um sacerdote católico que desvenda crimes a partir do entendimento profundo da alma humana. Sua força está menos na lógica e mais na empatia e no conhecimento do pecado.
Philip Marlowe (Raymond Chandler) – O arquétipo do detetive durão do romance noir, cínico e solitário. Atua em um mundo corrupto, guiado por um código moral próprio.
Sam Spade (Dashiell Hammett) – Frio, pragmático e ambíguo, Spade é um dos pilares do romance policial duro e sem sentimentalismos. Tornou-se célebre em “O Falcão Maltês”.
Lisbeth Salander (Stieg Larsson) – Anti-heroína genial e hacker brilhante, Salander rompe padrões tradicionais do gênero. Atua à margem da lei, enfrentando crimes ligados a poder, violência e abuso.
Kurt Wallander (Henning Mankell) – Um policial introspectivo que investiga crimes brutais na Suécia contemporânea. Suas histórias refletem angústias sociais e o declínio do Estado de bem-estar europeu.
Clarice Starling (“O Silêncio dos Inocentes”) – A agente do FBI em início de carreira, enfrenta o serial killer Buffalo Bill com ajuda de Hannibal Lecter. Destaca-se pela inteligência e força psicológica.
Inspetor Clouseau (“A Pantera Cor-de-Rosa”) – Uma paródia do detetive clássico, marcada por trapalhadas e confusões. Apesar da incompetência aparente, quase sempre chega à solução.
Detetive Somerset (“Seven”) – Policial experiente e prestes a se aposentar, investiga uma série de crimes inspirados nos sete pecados capitais. Representa o cansaço moral diante da violência urbana.
Adrian Monk (série “Monk”) – Detetive brilhante que sofre de transtorno obsessivo-compulsivo. O personagem interpretado por Tony Shalhoub usa suas manias como ferramenta para perceber detalhes ignorados por outros investigadores.
Fox Mulder e Dana Scully (“Arquivo X”) – Agentes do FBI que investigam casos inexplicáveis e fenômenos paranormais. O contraste entre fé e ceticismo é a base da dinâmica da dupla.
Harry Bosch (“Bosch”) – Detetive veterano da polícia de Los Angeles, guiado pela obsessão pela verdade. Atua em casos complexos enquanto enfrenta dilemas éticos e pessoais.