Um estudo publicado em dezembro e divulgado no dia 25 de janeiro alerta para o avanço das chamadas “amebas de vida livre”.
Por FliparA pesquisa foi liderada pelo autor Longfei Shu, da Universidade Sun Yat-sen, na China.
De acordo com pesquisadores das áreas ambiental e de saúde pública, esses seres unicelulares estão presentes naturalmente no solo e na água.
Segundo os cientistas, as amebas estão se disseminando com mais rapidez em razão do aquecimento do planeta, da precarização das redes de abastecimento e da insuficiência de programas de vigilância.
Apesar de grande parte dessas amebas não representar perigo, algumas espécies podem provocar infecções graves e frequentemente fatais.
Esse organismo é responsável por uma rara inflamação cerebral que ocorre quando água contaminada entra pelas narinas, geralmente durante banhos ou mergulhos.
Os autores também ressaltam que essas amebas podem servir de abrigo para outros agentes patogênicos, como vírus e bactérias.
Com isso, esses vírus e bactérias permaneceriam protegidos dos métodos tradicionais de desinfecção — fenômeno conhecido como “efeito cavalo de Troia”.
Tal mecanismo facilita a disseminação de doenças pelos sistemas de água potável e pode favorecer o desenvolvimento de resistência a antibióticos.
“As amebas não são apenas um problema médico ou ambiental […] Elas estão na interseção de ambos, e combatê-las exige soluções integradas que protejam a saúde pública em sua origem”, pontuou Shu.