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Alexandre Desplat no Oscar 2026: a trajetória do compositor indicado por ‘Frankenstein’


As indicações ao Oscar 2026 foram anunciadas e, na categoria “Melhor Trilha Sonora Original”, disputam a estatueta Jerskin Fendrix, por “Bugonia”; Alexandre Desplat, por “Frankenstein”; Max Richter, por “Hamnet”; Jonny Greenwood, por “Uma Batalha Após a Outra” Por Flipar

Reprodução Youtube

A categoria Melhor Trilha Sonora Original premia composições musicais criadas especialmente para um filme. Assim, o objetivo da Academia é reconhecer o trabalho autoral do compositor e a forma como a trilha contribui para a narrativa e para o desenvolvimento dramático da obra. Vale destacar que músicas com letra não participam dessa categoria e concorrem separadamente em Melhor Canção Original

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Entre os indicados de 2026, Alexandre Desplat é um velho conhecido da categoria. Vencedor de duas estatuetas, ele alcança agora sua 12ª indicação com “Frankenstein”, dirigido por Guillermo del Toro.

Wikimedia Commons / Harald Krichel

O filme apresenta uma nova adaptação do romance clássico de Mary Shelley e acompanha o cientista Victor Frankenstein em sua obsessão por ultrapassar os limites da ciência ao criar vida artificial.

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Nascido em Paris, em 23 agosto de 1961, Desplat se consolidou como um dos compositores mais relevantes do cinema contemporâneo, reconhecido por trilhas orquestrais sofisticadas influenciadas pela música clássica, pelo jazz e por sonoridades de diferentes culturas. 

Sweet Sue Society - Wikimédia Commons

Formado pelo Conservatoire de Paris e pelo Royal College of Music, com estudos adicionais realizados em Los Angeles, iniciou a carreira na França ao longo da década de 1980.

Wikimedia Commons / Boungawa

O reconhecimento internacional chegou em 2003, com a trilha de “Moça com Brinco de Pérola”, cuja recepção crítica abriu as portas para Hollywood. A partir desse trabalho, Desplat construiu uma trajetória marcada por colaborações frequentes com diretores como Wes Anderson, Guillermo del Toro e Stephen Frears.

Reprodução/Moça com Brinco de Pérola

Sua primeira indicação ao Oscar ocorreu em 2007, por “A Rainha”, drama dirigido por Stephen Frears que retrata os bastidores da monarquia britânica após a morte da princesa Diana e o conflito interno da rainha Elizabeth II diante da pressão pública. 

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Dois anos depois, veio “O Curioso Caso de Benjamin Button”, dirigido por David Fincher, um drama fantástico sobre um homem que nasce velho e rejuvenesce ao longo da vida. A trilha melancólica e lírica, baseada em temas circulares ligados à ideia de tempo e memória, rendeu a Desplat sua segunda indicação ao Oscar.

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A terceira indicação surgiu em 2010, por “O Fantástico Sr. Raposo”, animação em stop motion dirigida por Wes Anderson que acompanha um astuto senhor Raposo em conflito com fazendeiros locais, unindo humor peculiar e uma abordagem musical inventiva.

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Em 2011, Desplat voltou a ser indicado por “O Discurso do Rei”, drama histórico dirigido por Tom Hooper que acompanha o rei George VI em sua luta para superar a gagueira. A trilha se destaca pela elegância clássica e pelo uso expressivo do piano e das cordas, acompanhando a progressão emocional do protagonista.

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Outra indicação veio em 2013, por “Argo”, suspense político baseado em fatos reais sobre a operação secreta da CIA para resgatar diplomatas americanos durante a crise dos reféns no Irã. 

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Em 2014, Desplat foi novamente indicado por “Philomena”, drama dirigido por Stephen Frears inspirado na história real de uma mulher irlandesa que busca o filho perdido após uma adoção forçada.

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O ano de 2015 marcou um ponto decisivo em sua carreira, com duas indicações simultâneas. Em “O Jogo da Imitação”, cinebiografia de Alan Turing centrada na quebra do código Enigma durante a Segunda Guerra Mundial, a trilha dialoga com a lógica matemática e o isolamento do personagem. 

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“O Grande Hotel Budapeste”, comédia dramática dirigida por Wes Anderson e ambientada em um hotel fictício da Europa Central no período entre guerras, rendeu a Desplat seu primeiro Oscar, graças a uma partitura inventiva e de identidade sonora marcante.

divulgação/Fox Searchlight Pictures

O segundo Oscar de Desplat veio em 2018 por “A Forma da Água”, dirigido por Guillermo del Toro, romance fantástico ambientado na Guerra Fria que narra a relação entre uma mulher muda e uma criatura aquática mantida em cativeiro por um laboratório governamental. A parceria com del Toro continuou em “Pinóquio”, lançado em 2022, e em “Frankenstein”

Reprodução do Youtube Canal Melhores Trailers de Filmes

A colaboração com Wes Anderson prosseguiu em “Ilha dos Cachorros”, animação ambientada em um Japão distópico onde cães são exilados em uma ilha de lixo. A trilha, marcada por percussão japonesa e estruturas rítmicas fortes, garantiu mais uma indicação ao compositor em 2019.

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Desplat também foi indicado em 2020 por “Adoráveis Mulheres”, adaptação do romance clássico de Louisa May Alcott que acompanha a vida e o amadurecimento das irmãs March durante e após a Guerra Civil Americana.

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Ao longo da carreira, o compositor ainda assinou trilhas para “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1” e “Parte 2”, “A Saga Crepúsculo: Lua Nova”, “Godzilla”, “A Hora Mais Escura”, “A Crônica Francesa”

reprodução do site Adoro cinema