A atriz Cláudia Rodrigues foi diagnosticada em 2000 com esclerose múltipla, mas somente em julho de 2006 revelou publicamente que era portadora da condição. Um ano depois, foi afastada das gravações da série “A Diarista” para dar início ao tratamento médico. Em 2014, sofreu um surto da doença, que deixou sequelas na locomoção, na visão e na fala.
Por FliparMas o que é a esclerose múltipla? Trata-se de uma doença autoimune em que o próprio sistema imunológico ataca a mielina, substância que protege as fibras nervosas do cérebro e da medula espinhal.
Ou seja, o próprio corpo ataca a proteção dos nervos do cérebro e da medula espinhal, o que prejudica a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo e causa problemas no funcionamento dos movimentos e dos sentidos.
Os sintomas mais comuns são fraqueza, dormência, formigamento, cansaço intenso, tontura, dificuldade para andar, problemas de visão e de fala, além de alterações na memória, na concentração e na cognição.
O diagnóstico é realizado por meio de exames como ressonância magnética, avaliações neurológicas e exame do líquor. Embora a doença não tenha cura, existem medicamentos capazes de controlar sua progressão e reduzir a frequência e a intensidade das crises, chamadas surtos, que podem durar pelo menos 24 horas e, às vezes, deixar sequelas.
O tratamento também inclui fisioterapia, terapia ocupacional, acompanhamento psicológico, atividades físicas supervisionadas e adaptações na rotina para preservar a autonomia e a qualidade de vida. O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento mais cedo, reduzir o risco de sequelas e preservar a qualidade de vida.
Desse modo, o exemplo de Cláudia Rodrigues incentivou outras pessoas a buscar acompanhamento e adaptação para lidar com a doença. Relembre, a seguir, a carreira dessa atriz e comediante brasileira de grande importância para a televisão brasileira.
Cláudia de Souza Rodrigues nasceu em 7 de junho de 1970, no Rio de Janeiro, e iniciou a carreira no teatro em 1990, na peça “O Menino Repolho”, e ganhou projeção nacional ao vencer o Prêmio Multishow de Humor em 1996, o que abriu portas para a televisão.
Estreou na TV na série “Caça Talentos”, da TV Globo, ainda em 1996 e, nos anos seguintes, participou de séries como “Mulheres” e “Você Decide”.
De 1999 a 2003, integrou o elenco do humorístico “Zorra Total”, no qual se destacou com as personagens Ofélia, conhecida pelo bordão “Você sabe que eu só abro a boca quando tenho certeza!”, Thalía, famosa pela frase “Eu vou beijar… muuuuuuito!”, e Mary, que dizia “Tem gente que não acredita na realidade.”
De 2000 a 2002, participou de “Sai de Baixo” como a empregada Sirene, personagem que havia criado para o teatro e que também apareceu na “Escolinha do Professor Raimundo”. A personagem era mal-humorada, desbocada e desprezava ricos esnobes.
Em 2003, Cláudia Rodrigues protagonizou o especial “A Diarista”, que fez grande sucesso de audiência e se transformou em série no ano seguinte. A partir de 2004, passou a interpretar Marinete, papel mais marcante de sua carreira. A série permaneceu no ar até 2007 e foi cancelada devido a problemas de saúde da atriz. Está disponível no Globoplay.
Em 2009, Cláudia Rodrigues retornou ao elenco de “Zorra Total” para reprisar as personagens Ofélia e Sirene. Durante esse período, enfrentou novos problemas de saúde. Sua última participação no programa ocorreu em 2014.
No teatro, participou de montagens como “A Menina e o Vento”, “Sobe o Pano”, “Muito Viva”, “Esse Alguém Maravilhoso que Eu Amei” e “Cláudia Rodrigues e Convidados”, entre outras.
No cinema, atuou no filme “Bagatá” e dublou animações como “Nem Que a Vaca Tussa”.
Cláudia tem uma filha, Iza Rodrigues Hieatt, nascida em 2002, fruto de seu relacionamento com Brent Hieatt, que durou de 2000 a 2004.
A atriz mantém um relacionamento com a empresária Adriane Bonato desde 2022, após anos de convivência profissional.
Adriane era assessora de imprensa da atriz e responsável por divulgar informações sobre seu estado de saúde em razão do diagnóstico de esclerose múltipla. A aproximação entre as duas ocorreu em 2015, durante o período de cuidados intensivos após o transplante de células-tronco ao qual a atriz foi submetida, quando o vínculo pessoal se fortaleceu.