Uma descoberta submersa no Mediterrâneo voltou a colocar o Farol de Alexandria – uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo – no centro das atenções. Afinal, arqueólogos identificaram grandes blocos de pedra que pertenciam à entrada monumental da antiga torre.
Por FliparA torre, aliás, está desaparecida há cerca de 1.600 anos. As estruturas ficaram preservadas no fundo do porto, na área portuária da cidade egípcia, após o colapso do farol, provocado por terremotos sucessivos entre os séculos XIII e XIV.
Entre os materiais resgatados estão peças de até 80 toneladas, como lajes de pavimentação. A análise desses elementos confirma descrições antigas e ajuda a compreender melhor a base, as proporções e a forma original do monumento.
As Sete Maravilhas do Mundo Antigo eram um conjunto de obras arquitetônicas e artísticas extraordinárias, das quais apenas uma permanece intacta.
Trata-se da Grande Pirâmide de Gizé (ou Pirâmide de Quéops), construída no Egito por volta de 2.589-2.566 a.C. Essa é a mais antiga e maior das três pirâmides de Gizé e levou 20 anos para ficar pronta.
Formada por mais de dois milhões de blocos de pedra, a Pirâmide de Quéops tem uma base de 230 metros. Patrimônio Mundial da Unesco, foi a estrutura mais alta do mundo por mais de 3 mil anos — chega a 146 metros de altura.
Sua complexa engenharia, com passagens, câmaras secretas e poços internos, continua a intrigar arqueólogos e admiradores até hoje.
A maioria das Maravilhas do Mundo Antigo foi destruída por desastres naturais, incêndios ou guerras. Conheça todas!
Estátua de Zeus em Olímpia (Grécia) – Era uma escultura colossal do deus Zeus, feita em ouro e marfim pelo famoso escultor Fídias no século 5 a.C., medindo cerca de 12 metros de altura.
Representava a supremacia de Zeus e o orgulho da cidade de Olímpia, sede dos Jogos Olímpicos. Foi destruída no século 5 d.C., provavelmente em um incêndio em Constantinopla, para onde teria sido levada.
Templo de Ártemis em Éfeso (atual Turquia) – Era um majestoso templo dedicado à deusa Ártemis, construído no século 6 a.C., com 127 colunas de mármore.
Funcionava como um centro religioso e cultural importante da época. Foi incendiado propositalmente em 356 a.C. por Heróstrato, depois reconstruído, mas destruído definitivamente pelos godos no ano 262 d.C.
Mausoléu de Halicarnasso (Turquia) – Foi um grandioso túmulo construído por volta de 350 a.C. para Mausolo, rei de Cária, por sua esposa Artemísia. Tornou-se tão famoso que a palavra “mausoléu” passou a designar qualquer grande sepultura.
O Mausoléu de Halicarnasso sobreviveu por séculos, mas foi destruído por uma série de terremotos entre os séculos 12 e 15. Suas pedras foram usadas pelos Cavaleiros de São João para construir o Castelo de Bodrum.
Colosso de Rodes (Grécia) – Era uma estátua de bronze de cerca de 33 metros de altura representando o deus do Sol, Hélio, erguida no porto da ilha de Rodes por volta de 280 a.C.
Simbolizava a vitória de Rodes contra um cerco militar e seu poder marítimo. A estátua foi derrubada por um terremoto em 226 a.C. e nunca reconstruída. Seus restos ficaram no chão por séculos até serem vendidos como sucata.
Farol de Alexandria (Egito) – Torre de 130 metros construída na ilha de Faros entre 300 e 280 a.C., com um espelho que refletia luz para guiar embarcações. Danificado por terremotos entre os séculos 10 e 14, suas ruínas foram usadas para construir o Forte de Qaitbay no mesmo local.
Jardins Suspensos da Babilônia (atual Iraque) – Supostamente construídos pelo rei Nabucodonosor II, no século 6 a.C., para sua esposa, que sentia saudades das montanhas verdejantes de sua terra natal.
Até hoje, não há provas arqueológicas concretas da existência dos Jardins da Babilônia; pode ter sido destruído por terremotos ou ter sido apenas um mito baseado em relatos antigos.