Animais

Cientistas revelam novas espécies em profundezas extremas do Pacífico


Cientistas identificaram três novas espécies de peixes caracol abissais no oceano Pacífico, coletadas a profundidades entre 3.268 e 4.100 metros com o auxílio de veículos tripulados e remotos.

Por Flipar
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A descoberta amplia para 450 o número de espécies válidas da família Liparidae. Esses peixes habitam ambientes frios e temperados, incluindo trincheiras com mais de 6.000 metros de profundidade.

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A ampla distribuição do grupo é atribuída à sua elevada taxa evolutiva, que possibilitou adaptações variadas, como corpos sem escamas e, em algumas espécies, um disco de sucção ventral especializado.

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Recentemente, o projeto global chamado “Censo dos Oceanos” anunciou a descoberta de 30 novas espécies marinhas.

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A iniciativa nasceu em 2023 com o intuito de identificar 100 mil espécies desconhecidas nos 10 anos subsequentes.

Foundation-Nekton Ocean Census/Schmidt Ocean Institute © 2025

A descoberta da vez foi feita durante uma expedição de 35 dias às ilhas Sandwich do Sul, uma das regiões mais remotas do planeta.

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Pesquisadores de diversas instituições utilizaram o navio R/V Falko do Schmidt Ocean Institute e robôs subaquáticos (ROVs) para gravar vídeos em alta resolução e coletar 2 mil espécimes de 14 grupos animais diferentes.

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Uma esponja carnívora, apelidada de “bola da morte”, foi encontrada a 3.600 metros de profundidade. Ela tem formato esférico e utiliza minúsculos ganchos para capturar presas, diferentemente das que se alimentam por filtração.

The Nippon Foundation-Nekton Ocean Census Schmidt Ocean Institute © 2025

Também foram encontrados “vermes zumbis”, que não têm boca nem intestino e vivem das gorduras dos ossos de grandes vertebrados.

Jialing Cai/The Nippon Foundation-Nekton Ocean Census/Schmidt Ocean Institute

Com mais de 800 novas espécies anunciadas desde abril de 2023, o projeto foi criado pela Nippon Foundation, maior fundação sem fins lucrativos do Japão, e o Nekton, um instituto de conservação e ciência marinha sediado no Reino Unido.

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“Ferramentas avançadas nos permitem explorar e coletar dados de lugares nunca antes vistos por humanos”, declarou Jyotika Virmani, diretora executiva do Schmidt Ocean Institute.

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O conhecimento humano sobre a vida nas profundezas oceânicas ainda é muito pequeno. Estimativas apontam que o oceano abriga cerca de 2,2 milhões de espécies, mas, conforme dados do censo, os cientistas descreveram até hoje apenas 240 mil.

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O projeto dá continuidade a iniciativas anteriores — entre elas, o Censo da Vida Marinha, concluído em 2010, que apontou a possibilidade de seis mil novas espécies.

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Agora, a pesquisa conta com recursos tecnológicos mais avançados, como imagens subaquáticas em alta resolução, técnicas de aprendizado de máquina e análise de DNA presente na água do mar.

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Ferramentas como escaneamento a laser subaquático permitem observar organismos frágeis diretamente em seu ambiente, evitando a necessidade de removê-los da água.

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Segundo o biólogo marinho Alex Rogers, que é o diretor científico da iniciativa e professor de biologia da conservação na Universidade de Oxford, “as inovações ajudarão a acelerar a velocidade e a escala da descoberta de novas formas de vida.”

ROV SuBastian/Schmidt Ocean Institute

Além de identificar novas espécies, o programa também pretende compreender como os ecossistemas marinhos estão reagindo às mudanças climáticas.

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