Um dos ambientes mais inóspitos e perigosos da Rota da Seda é conhecido por ter passado por uma transformação histórica e tecnológica impressionante.
Por FliparTrata-se do Deserto de Taklamakan, na China, um dos lugares mais áridos do mundo.
Ao longo das décadas, o lugar se tornou um m polo de aquicultura marinha por meio de tecnologias avançadas. Mas como isso aconteceu?
Sistemas avançados de recirculação e controle térmico garantem a sobrevivência das espécies contra as variações extremas de temperatura.
No entanto, a iniciativa também desperta preocupações sobre sustentabilidade, já que o deserto recebe pouquíssima chuva e seus aquíferos só se renovam lentamente.
O Deserto de Taklamakan ocupa a maior parte da Bacia de Tarim, cobrindo aproximadamente 337 mil km².
Ele é cercado por algumas das cadeias de montanhas mais altas da Terra, incluindo o Kunlun ao sul, o Pamir a oeste e o Tian Shan ao norte.
É essa barreira geográfica que impede a chegada de umidade e resulta em um clima hiperárido, onde a precipitação média anual raramente ultrapassa os 10 milímetros em seu núcleo.
Mais de 85 % de sua superfície é composta por dunas de areia em constante movimento, muitas com alturas que podem ultrapassar 300 metros.
Arqueologicamente, a região do Taklamakan também é importante: em suas bordas e dentro de oásis adjacentes foram encontradas ruínas antigas e sítios históricos relacionados às civilizações antigas.