Quase três anos após a morte de Rita Lee, em 2023, Roberto de Carvalho ainda busca sentido para a rotina sem a companheira de vida e de palco. “O que estou fazendo aqui?”, questionou ele ao relembrar o impacto da perda.
Por FliparEm entrevista à “Folha de S.Paulo”, o músico afirmou que a relação dos dois formava uma união intensa e que a artista segue como uma “presença impresente”: “É estranho continuar existindo sem a presença física da Rita”, disse.
Ele se prepara para desfilar pela Mocidade Independente de Padre Miguel, cujo enredo homenageia a cantora. Roberto também relatou que o luto o transformou, permitindo mais abertura emocional e reconexão com o mundo.
A cantora e compositora Rita Lee morreu de câncer em 08/05/2023, aos 75 anos. Ela vai ser tema do enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel no Carnaval do Rio de Janeiro em 2026.
Anos após sua morte, Rita Lee vem sendo celebrada de diversas formas. Em maio, estreou nos cinemas o documentário “Ritas”, com direção de Oswaldo Santana e Karen Harley. Semanas antes, outra produção, “Rita Lee: Mania de Você”, foi lançada na Max.
Além disso, a cantora é tema do musical “Rita Lee, uma autobiografia musical”, com a atriz Mel Lisboa no papel da lendária roqueira. O espetáculo foi apresentado no Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e em Vitória (ES).
Conhecida como a “Rainha do rock brasileiro”, Rita Lee Jones Carvalho nasceu em 31/12/1947, no bairro de Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Ao longo da vida, Rita Lee se destacou como cantora, compositora e escritora.
Assim, foi uma das maiores expoentes do rock no Brasil. A carreira de Rita Lee teve início nos anos 60, quando ela se tornou parte da banda “Teenage Singers” com duas amigas.
Depois de conhecerem outros três músicos, formaram a banda “Os Mutantes”, que revolucionou a música brasileira com sua fusão de rock psicodélico, tropicália e experimentações sonoras.
Enquanto fez parte da banda, Rita foi casada com Arnaldo Baptista, um dos músicos do grupo. O fim do relacionamento aconteceu no mesmo momento em que a banda “Os Mutantes” acabou, em 1972.
Então, Rita iniciou uma bem-sucedida carreira solo, lançando álbuns aclamados e explorando uma ampla gama de estilos musicais. Em 1976, Rita conheceu Roberto de Carvalho, começando um relacionamento amoroso e artístico que durou até sua morte.
Em 1976, aos 28 anos, chegou a ser presa durante a ditadura após ser flagrada com maconha em seu apartamento. Em entrevistas, Rita afirmou que a droga havia sido plantada pelos policiais e que tinha parado de fumar porque estava grávida.
Rita Lee vendeu mais 55 milhões de discos e emplacou muitos hits, como “Ovelha Negra”, “Agora Só Falta Você”, “Lança Perfume” e muitos outros.
Além de sua carreira musical, Rita Lee também se aventurou como escritora, publicando diversos livros ao longo dos anos.
Em “Rita Lee: uma biografia”, lançado em 2016, a cantora revelou diversos segredos da carreira e da vida pessoal, inclusive um caso de abuso que sofreu quando ainda tinha seis anos de idade.
Rita Lee era vegetariana e ativista da causa dos animais. No seu livro “Amiga Ursa”, por exemplo, a cantora fala para as crianças sobre os direitos dos bichos.
A artista recebeu diversos prêmios e reconhecimentos, incluindo o Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro, em 2001.
Em 2021, ela e o marido lançaram seu último single, a música “Change”, em parceria com o produtor Gui Boratto.
Nos últimos anos de vida, enquanto tratava da doença, Rita Lee permaneceu em um sítio no interior de São Paulo com a família. Ela e Roberto tiveram três filhos juntos: Beto, João e Antônio.