Celebridades e TV

Júlia Lemmertz relembra Manoel Carlos em entrevista


A atriz Júlia Lemmertz, em entrevista à Veja, relembrou Manoel Carlos e refletiu sobre o legado das Helenas, personagens femininas que marcaram a teledramaturgia brasileira e ajudaram a consolidar a imagem do Leblon como sinônimo de sofisticação.

Por Flipar
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Nascida em 18 de março de 1963, em Porto Alegre, Júlia é filha dos atores Lilian Lemmertz e Lineu Dias e cresceu cercada de arte, acompanhando de perto o trabalho dos pais. Durante a infância e adolescência, dividiu seu tempo entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo

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A mãe, em 1981, interpretou a primeira Helena criada por Manoel Carlos em “Baila Comigo”, e Júlia contou que acompanhou de perto a entrega e dedicação dela ao papel, que, coincidentemente, coincidiu com o início de sua própria carreira.

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Anos depois, em 2014, foi escolhida para interpretar a última Helena do autor na novela “Em Família”, após um convite feito por Manoel Carlos em um encontro na livraria Argumento. Ela descreve a experiência na novela como uma homenagem emocionante, apesar das críticas à novela e da baixa audiência.

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Ao comentar a relação entre as Helenas e o Rio de Janeiro, afirmou que as personagens nasceram da observação de mulheres reais e que o Leblon retratado nas novelas já não existe mais. Ainda assim, considera esse universo um patrimônio preservado na memória das pessoas e nas obras gravadas.

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Ao ser questionada sobre o ritmo das novelas de Manoel Carlos, marcado por diálogos longos, silêncios e desenvolvimento gradual dos romances, a atriz afirmou que é necessário repensar as histórias que se deseja contar. Segundo ela, revisitar tramas já exibidas nem sempre é a melhor solução.

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Sobre o futuro das novelas, a atriz afirmou que o formato já passa por transformações, embora ainda não apresente sinais claros de progresso. Ainda assim, acredita que o gênero sempre manterá um público fiel, independentemente do formato adotado, seja na televisão aberta ou em outras formas de distribuição.

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“Acho que quem gosta mesmo de novela sempre vai ver, de um jeito ou de outro, ou rever antigas novelas. Mas essa corrida para agradar um público que hoje em dia tem tantas outras opções de entretenimento é, por vezes, extenuante.”, finalizou.

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Júlia estreou na TV Globo em 1983, na minissérie “Moinhos de Vento”, e no mesmo ano participou de sua primeira novela na emissora, “Eu Prometo”. Depois foi para a Rede Manchete, onde coprotagonizou “Mania de Querer” e atuou ainda em novelas como “Carmem”, “Kananga do Japão”, “Amazônia” e “Guerra sem Fim”.

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Depois, retornou à TV Globo e, desde então, participou de diversas produções, como “Porto dos Milagres”, “Esperança”, “O Beijo do Vampiro”, “Celebridade”, “Alma Gêmea”, “Desejo Proibido”, “Araguaia”, “Fina Estampa”, “Além do Tempo”, “Espelho da Vida”, “Quanto Mais Vida, Melhor!” e “Mar do Sertão”, entre outras.

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No cinema, atuou em longas como “Tempos de Barbárie”, “O Pequeno Segredo”, “Amor”, “Bela Noite Para Voar” e “Meu Nome Não É Johnny”, este último lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro.

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No teatro, também construiu carreira consolidada, com participações em projetos como “A Comédia Latino-Americana”, “Deus da Carnificina”, “Maria Stuart”, “Hamlet”, “As Três Irmãs”, “Simples Assim”, “Tempestade”, “Os Mambembes” e o monólogo “Molly Sweeney”.

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Vale destacar que foi durante as gravações da novela â??Guerra sem Fimâ?, em 1993, que iniciou o relacionamento com o ator Alexandre Borges, com quem também contracenou na peça â??Hamletâ? na mesma época. Os dois se casaram e tiveram Miguel Lemmertz Borges, nascido em 2000. O casal se separou em 2015.

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