No dia 23 de fevereiro de 2026, Ernesto Paglia fez sua estreia no comando do tradicional programa de entrevistas “Roda Viva”, da TV Cultura.
Por Flipar
A nova temporada do “Roda Viva” teve como entrevistada em sua abertura a bióloga Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A cientista brasileira lidera estudos sobre a polilaminina, substância que traz novas perspectivas para o tratamento de lesões na medula espinhal.
Na medição do programa da TV pública, Ernesto Paglia substitui a jornalista Vera Magalhães, que ocupou essa função no “Roda Viva” por seis temporadas.
Ernesto George Paglia nasceu em 9 de abril de 1959, em São Paulo, e tem uma trajetória de mais de quatro décadas no jornalismo brasileiro.
Formado pela Universidade de São Paulo, iniciou a carreira ainda na graduação. Em 1979, aos 19 anos, começou a trabalhar como repórter na Rádio Jovem Pan, também na capital paulista, mas a passagem foi breve: permaneceu menos de três meses no cargo e foi demitido após participar de uma greve organizada pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.
Em seguida, foi contratado pela Rede Globo para atuar como repórter da madrugada. A partir daí, iniciou um vínculo profissional com a emissora que se estenderia por 44 anos.
Logo no início da década de 1980, participou de coberturas de grande repercussão, como a greve dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo, liderada pelo então sindicalista e futuro presidente Lula e a primeira visita do papa João Paulo II ao Brasil.
Em 1982, realizou sua primeira cobertura de um evento esportivo internacional, a Copa do Mundo de futebol, na Espanha.
Na emissora, atuaria em mais sete Mundiais, além de edições de Jogos Olímpicos em Barcelona (1992), Atlanta (1996), Pequim (2008) e Rio de Janeiro (2016).
Em 1983, passou a integrar a equipe do programa Globo Repórter. Nesse período, realizou uma reportagem sobre a trajetória do cacique-deputado Mário Juruna, primeiro indígena a ser eleito para o Congresso Nacional. O trabalho recebeu o Prêmio Internacional de TV de Sevilha, na Espanha.
Aos 27 anos, em 1986, tornou-se um dos mais jovens correspondentes internacionais da Globo, baseado em Londres. Durante esse período, foi enviado a Bagdá para cobrir o conflito entre Irã e Iraque. Ele voltaria a trabalhar na capital britânica entre 2000 e 2001.
Em 1996, contribuiu para a primeira grade de programação da Globo News. Nos três anos seguintes, comandou o programa semanal de entrevistas Painel. Mais tarde, em 2009, participou da criação e apresentou as primeiras edições da coluna de tecnologia Conecte, exibida no Jornal da Globo.
Entre 2010 e 2014, integrou a equipe responsável pelo desenvolvimento do projeto Globo Mar, programa dedicado a temas relacionados ao oceano. As três primeiras temporadas concentraram-se no litoral brasileiro e, a partir de 2013, passaram a incluir expedições internacionais.
Pelo trabalho à frente do Globo Mar, foi condecorado pela Marinha do Brasil com a Ordem do Mérito Naval, em 2011, e o Mérito Tamandaré, em 2015.
Em 2010, nas cinco semanas que antecederam o primeiro turno das eleições presidenciais, comandou o projeto JN no Ar. Na atração, liderou uma equipe enviada a um município sorteado a cada noite, percorrendo os 26 estados e o Distrito Federal para produzir reportagens sobre as realidades locais.
A experiência resultou no livro “O Diário de Bordo do JN no Ar – Cruzando o país numa cobertura histórica”, de sua autoria.
Em 2023, foi à Groenlândia em 2023 para realizar o documentário “3x Ártico – O Alerta do Gelo”, sobre mudança climática global, para a plataforma de streaming GloboPlay.
Ernesto Paglia é casado desde 1994 com a jornalista Sandra Annenberg. Do casamento nasceu Elisa Annenberg, em 2003.
Além da atuação na televisão, segue realizando palestras e desenvolvendo projetos de documentários independentes, mantendo-se ativo na atividade jornalística.