O acordo foi selado em 27 de fevereiro de 2026, após a Netflix desistir de cobrir a oferta.
Por FliparO conglomerado será controlado por Larry Ellison, cofundador da gigante de tecnologia Oracle, e seu filho, David, que comandava a produtora Skydance Media.
A proposta vencedora inclui toda a operação da Warner e prevê conclusão no terceiro trimestre, sujeita a aprovações internas e regulatórias dos Estados Unidos e da Europa.
A base financeira desse império vem da Oracle, gigante de bancos de dados avaliada em cerca de US$ 430 bilhões e responsável pela fortuna pessoal de Larry Ellison.
Além disso, a Oracle adquiriu 15% da empresa que opera o TikTok nos Estados Unidos, reforçando a presença da família também no universo digital e algorítmico.
A força da fusão vem de vários “braços”. No campo da televisão, a CBS segue forte graças a direitos esportivos relevantes e a programas líderes de audiência.
A HBO, por sua vez, permanece como o ativo mais prestigioso da TV premium, sustentada por uma das bibliotecas mais respeitadas da indústria.
No streaming, o Paramount+ buscará crescer sob nova liderança, apoiado em séries originais, esportes e franquias consolidadas.
Atualmente, o serviço conta com quase 80 milhões de assinantes e inclui franquias de sucesso como â??Missão: ImpossÃvelâ? e â??Transformersâ?, além de clássicos como â??O Poderoso Chefãoâ? e â??Greaseâ?.
No jornalismo, o controle conjunto da CNN e da CBS News coloca os Ellison no centro do debate político e social, embora já desperte controvérsias editoriais.
No cinema, a Warner Bros. traz um dos maiores catálogos da história de Hollywood, incluindo franquias como franquias como “O Senhor dos Anéis”, “Harry Potter”, “Batman” e “Invocação do Mal”.
Enquanto a Netflix oferecia US$ 83 bilhões apenas por ativos de streaming e estúdio, a Paramount propôs a compra de todo o grupo, incluindo dívidas e canais de TV paga.
Analistas avaliam que o novo grupo ganhará escala, poder de negociação e maior capacidade de investimento para competir com gigantes como Disney e a própria Netflix.
Com a fusão, o conglomerado Paramount + Warner passa a ter cerca de 200 milhões de assinantes globais, aproximadamente 100 milhões a menos do que a Netflix e 40 milhões a mais do que a Disney.