O Festival Fuji Shibazakura, um dos eventos mais populares do Japão, está chegando. O evento, que transforma a paisagem próxima ao Monte Fuji em um grande tapete colorido de flores, será entre abril e maio.
Por FliparSegundo informações do site oficial do festival, cerca de 800 mil hastes de shibazakura, também chamadas de musgo rosa, são exibidas em diferentes tonalidades de rosa, branco e roxo.
O evento será realizado no Fuji Motosuko Resort, próximo ao Lago Motosuko. Além da paisagem impressionante, o local oferece barracas com comidas e lembranças temáticas e é indicado chegar cedo para evitar filas.
O monte Fuji, aliás, é a mais alta montanha da ilha de Honshu e de todo o arquipélago japonês. É um vulcão ativo, porém de baixo risco de erupção.
Localiza-se a oeste de Tóquio, próximo da costa do oceano Pacífico da ilha de Honshu, na fronteira entre as províncias de Shizuoka e de Yamanashi. Existem três pequenas cidades que envolvem o Monte Fuji, Gotemba a leste, Fuji-Yoshida a norte e Fujinomiya a sudoeste.
É um dos símbolos mais conhecidos do Japão, sendo frequentemente retratado em obras de arte e fotografias e recebendo muitas visitas de alpinistas turistas.
Foi formado aproximadamente há 100.000 anos atrás por constantes erupções vulcânicas e se tornou a maior montanha do Japão, com 3.776 metros de altura. A última erupção, em 1707, durou 16 dias, quando as cinzas vulcânicas alcançaram Tóquio.
O alto do monte tem sido considerado sagrado desde tempos antigos, tendo o seu acesso sido proibido a mulheres até à Era Meiji. Contudo, hoje em dia é um destino turístico popular, sobretudo para escalada.
Nele, há um cone vulcânico frequentemente nevado sendo uma figura importante da arte japonesa. O trabalho artÃstico que retratou esta montanha é conhecido como â??36 vistas do monte Fujiâ?, do pintor de Ukiyo-e, Hokusai.
O Monte Fuji é o símbolo universal do Japão, seja no país ou no exterior. Grande parte de seu status pode ser atribuído às pinturas ukiyo-e em painéis de madeira, de Katsushika Hokusai (1760-1849) e Utagawa Hiroshige (1797-1858).
O local do Patrimônio Mundial Cultural reconhecido pela UNESCO compreende 25 áreas separadas, incluindo os Cinco Lagos de Fuji , o Santuário Sengen-jinja, Oshino Hakkai e o Pinheiral Miho-no-Matsubara
O sítio do Patrimônio Mundial também inclui trilhas especiais de peregrinação até a montanha, há muito tempo usadas pelos monges em busca de realização espiritual.
O monte é parte integrante do Parque Nacional Fuji-Hakone-Izu, onde existem cinco lagos que o rodeiam. O Lago Kawaguchi que é o de mais fácil acesso, Yamanaka, Motosu e o Shoji. De todos estes locais se tem boa visibilidade para o Fuji-san, bem como do Lago Ashi, que fica nas proximidades.
A ladeira do Monte Fuji está cheia de santuários budistas, arcos torii e outros elementos da cultura nipônica. Existem oito picos, aliás. Ele tem um antigo edifício com um radar, todos acessíveis bastando aos visitantes circular em torno da cratera.
O Monte Fuji localiza-se num ponto de encontro da placa Euroasiática a Placa de Okhotsk e da Placa das Filipinas, sendo estas placas que formam as partes do Japão e a península de Izu, respetivamente.
O vulcão está classificado como ativo, porém com baixo risco de erupção. A última erupção registada ocorreu no princípio do século XVIII, em 1707, durante o período Edo.
A subida é definida por quatro caminhos principais. Desde a quinta estação (são dez, no total) até ao alto, a que se podem adicionar quatro outros caminhos desde o sopé da montanha.
A temperatura média mensal no alto do Fuji-san varia entre os -18 e os 8 °C para uma pressão atmosférica entre os 630 e os 650 mbar.
Para chegar ao Monte Fuji, o visitante pode viajar de carro até os acessos Kawaguchiko, Gotemba e Fuji. Também de Înibus, com o expresso desde Tóquio até Kawaguchiko e depois de apanhar um autocarro para o destino final.