Queen Latifah compareceu à after party do Oscar 2026 da Vanity Fair, realizada em 15 de março de 2026, ao lado de sua parceira de longa data, Eboni Nichols. A presença do casal se tornou um dos momentos mais comentados da noite. As duas raramente aparecem juntas em tapetes vermelhos de grande visibilidade, o que tornou essa aparição na mais prestigiada festa pós-Oscar de Hollywood especialmente notável.
Por FliparA aparição acontece após Latifah elogiar publicamente Eboni Nichols por seu trabalho como produtora no Grammy 2026. Juntas há mais de uma década, elas são mães de Rebel. A artista assumiu publicamente a família pela primeira vez no BET Awards 2021, ao agradecer a parceira e o filho durante seu discurso.
Recentemente, a artista precisou desmentir boatos sobre sua morte que circulavam nas redes sociais. Em 5 de março de 2026, ela publicou um vídeo no Instagram para tranquilizar os fãs e reforçou o alerta em outra gravação, na qual destacou os riscos de acreditar em tudo o que é compartilhado online.
“Bom dia. Sou eu, Latifah. Estou 100% bem. Não acreditem no que leem na internet ou veem por aí. Não acreditem em nada, tá bem? Estou bem. Paz. Agradeço a todos que demonstraram cuidado e preocupação, mas, honestamente, o que vocês viram no Facebook era falso. Estou bem. Estou 100% bem”, finalizou.
Em 2025, Latifah encerrou sua atuação como Robyn McCall após cinco temporadas da série “The Equalizer: A Protetora”. Lançada em 2021, a série é um reboot policial que segue a história de Robyn McCall, uma enigmática ex-agente da CIA e mãe solo, que emprega suas habilidades letais e inteligência para agir como justiceira e “anjo da guarda” de inocentes desamparados em Nova York.
Queen Latifah, cujo nome de batismo é Dana Elaine Owens, nasceu em 18 de março de 1970, em Newark, Nova Jersey, Estados Unidos. É musicista e atriz, cujo sucesso no final da década de 1980 lançou uma onda de rappers femininas e ajudou a redefinir um gênero tradicionalmente masculino. Depois, se tornou também uma atriz de destaque, indicada ao Oscar.
Owens recebeu o apelido Latifah, que em árabe significa “delicada” ou “sensível”, ainda na infância e, mais tarde, adotou o nome artístico Queen Latifah. No ensino médio, fez parte do grupo feminino de rap Ladies Fresh e, enquanto estudava comunicação no Borough of Manhattan Community College, gravou uma fita demo que chamou a atenção da gravadora Tommy Boy Records, que contratou a jovem de 18 anos.
Em 1988, lançou seu primeiro single, “Wrath of My Madness”, e, no ano seguinte, seu álbum de estreia, “All Hail the Queen”. Impulsionado por estilos variados, como soul, reggae e dance, e por temas feministas, o álbum recebeu críticas positivas e conquistou um público amplo.
Logo depois, fundou sua própria empresa de gerenciamento. Seu segundo álbum, “Nature of a Sista”, lançado em 1991, não alcançou o mesmo sucesso de vendas do anterior, e a gravadora não renovou seu contrato. Após assinar com a Motown Records, lançou “Black Reign” em 1993, que foi um sucesso de crítica e público. O single “U.N.I.T.Y.”, que denunciava a violência contra as mulheres, conquistou um Grammy.
Latifah se afastou do hip-hop para demonstrar sua versatilidade como cantora com “The Dana Owens Album”, de 2004, que alcançou a 16ª posição na Billboard 200 e recebeu uma indicação ao Grammy de melhor álbum vocal de jazz. “Trav’lin’ Light”, lançado em 2007, teve desempenho ainda melhor nas paradas e conquistou um Grammy de melhor arranjo instrumental.
Em seguida, Queen Latifah retornou ao rap com o álbum “Persona”, lançado em 2009, que recebeu críticas mistas da imprensa especializada. Mais de uma década depois, em 2023, ela alcançou um marco histórico ao se tornar a primeira rapper mulher a receber uma homenagem do Kennedy Center.
Em 1991, fez sua estreia no cinema no drama “Febre da Selva”, dirigido por Spike Lee. Pouco depois, conquistou destaque na televisão ao atuar na sitcom “Living Single” entre 1993 e 1998, que permanece como uma das poucas a focar em um grupo de mulheres afro-americanas.
Ela continuou investindo na atuação e participou de filmes como “Volta por Cima”, no qual interpretou uma cantora de jazz ao lado de Holly Hunter e Danny DeVito; “O Colecionador de Ossos”, com Denzel Washington e Angelina Jolie; e “No Embalo do Amor”.
Em 2002, integrou o elenco do musical “Chicago”, estrelado por Richard Gere, Catherine Zeta-Jones e Renée Zellweger. Sua interpretação de Mama Morton destacou seu talento como atriz e cantora, rendendo-lhe uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.
Sua primeira indicação ao Emmy aconteceu em 2007, por “Juntos pela Vida”. Em 2015, Queen Latifah voltou a ser reconhecida pela crítica ao receber indicações tanto ao Emmy quanto ao Globo de Ouro por sua atuação em “Bessie”, produção da HBO na qual interpretou a cantora de blues Bessie Smith.
Queen Latifah também se destacou em produções como “A Casa Caiu”, “Todo Mundo em Pânico 3”, “Táxi”, “As Férias da Minha Vida”, “Hairspray: Em Busca da Fama”, “A Vida Secreta das Abelhas”, “Idas e Vindas do Amor”, “Jogada Certa”, “O Dilema”, “Canção do Coração”, “Flores de Aço”, “Milagres do Paraíso”, “Star” e “Arremessando Alto”. Além disso, deu voz à personagem Ellie na franquia “A Era do Gelo”.
Queen Latifah também investiu na carreira de apresentadora. Em 1999, estreou seu primeiro talk show diurno, que apresentou por dois anos. Em 2013, retornou ao formato com “The Queen Latifah Show”, que permaneceu no ar até 2015.