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Do Oscar ao principado: a trajetória de Grace Kelly, homenageada por Jessie Buckley


Na cerimônia do Oscar 2026, Jessie Buckley, premiada com a estatueta de melhor atriz por seu papel em “Hamnet: A vida Antes de Hamlet”, apareceu no tapete vermelho com traje que serviu como uma ponte elegante entre duas eras de Hollywood. 

Por Flipar
Jessie Buckley - Grace Kelly, atriz de cinema norte americana - Reprodução do Instagram @hello_monaco

Ao surgir com um vestido inspirado no modelo usado por Grace Kelly na cerimônia de 1956, Buckley evocou não apenas um momento icônico da moda, mas toda a aura de sofisticação que marcou a trajetória da estrela americana. 

- Reprodução do Instagram @glamourmag

O visual remeteu diretamente ao último grande instante público de Kelly em Hollywood antes de sua transformação em princesa de Mônaco, reforçando o quanto sua imagem permanece viva no imaginário cultural décadas depois .

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Nascida na Filadélfia, no estado americano da Pensilvânia, em 12 de novembro de 1929, Grace Kelly construiu uma carreira meteórica no cinema durante a primeira metade dos anos 1950. 

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Em poucos anos, ela se tornou um dos rostos mais emblemáticos da chamada Era de Ouro de Hollywood, destacando-se por uma combinação de elegância e presença magnética em cena. 

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Kelly trabalhou com diretores de peso, especialmente Alfred Hitchcock, que a dirigiu em clássicos como “Janela Indiscreta” e “Disque M para Matar”, consolidando sua imagem como a loira sofisticada e enigmática que se tornaria sua marca registrada.

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Ela ainda teve um terceiro trabalho sob direção de Hitchcock, no filme “Ladrão de Casaca”, quando contracenou com Cary Grant interpretando uma sofisticada herdeira que se envolve com um ex-ladrão de joias na Riviera Francesa.

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O auge artístico veio com “Amar é Sofrer”, drama no qual Kelly rompeu com o estereótipo glamouroso ao interpretar uma mulher emocionalmente desgastada. 

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A atuação lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz, em 1955, consagrando definitivamente Grace Kelly como uma das principais intérpretes de sua geração. Curiosamente, a sobriedade do papel contrastava com o brilho de sua imagem pública, reforçando a versatilidade que a crítica passou a reconhecer.

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Grace Kelly também atuou em produções importantes de outros gêneros. Em “Mogambo”, de John Ford, contracenou com Clark Gable e Ava Gardner em uma trama ambientada na África, papel que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante e uma premiação no Globo de Ouro.

Apesar do sucesso, sua carreira foi surpreendentemente breve. Em cerca de seis anos, Kelly participou de apenas 11 filmes, número pequeno para alguém de tamanho impacto. 

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O motivo dessa interrupção precoce foi um episódio que entrou para a história do cinema e da cultura pop. Em 1956, durante o Festival de Cannes, a atriz conheceu Rainier III, príncipe de Mônaco, com quem iniciaria um romance que se transformou rapidamente em noivado. 

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Pouco depois, abandonou Hollywood no auge da fama para se casar com o príncipe, em uma cerimônia que mobilizou a imprensa mundial e foi acompanhada por multidões.

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O último trabalho de Grace Kelly no cinema foi em “Alta Sociedade”, musical sofisticado em que dividiu a cena com Bing Crosby e Frank Sinatra. O filme misturava romance, humor e números musicais.

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O casamento marcou uma mudança radical de vida. Ao tornar-se princesa de Mônaco, Grace Kelly deixou para trás a carreira cinematográfica e passou a desempenhar funções institucionais e filantrópicas. 

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Grace Kelly teve três filhos com Rainier III: Caroline de MÎnaco, Albert II de MÎnaco e Stéphanie de MÎnaco. Os três cresceram sob intensa atenção pública, especialmente Albert II, que herdou o trono após a morte do pai, em 2005, e é o atual soberano do principado.

Reprodução do Youtube Canal Canal de Histórias

Ainda assim, Kelly nunca deixou de ser associada ao glamour do cinema. Seu vestido de noiva, desenhado por Helen Rose, tornou-se um dos mais célebres da história e segue influenciando a moda até hoje.

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A morte precoce, em 1982, aos 52 anos, após um acidente automobilístico, interrompeu essa trajetória marcada por transições dramáticas. Grace Kelly permanece como um dos maiores símbolos de elegância do século 20, referência constante tanto no cinema quanto na moda. 

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