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Glenn Close salvou a série “The Shield: Acima da Lei” do cancelamento


Glenn Close teve papel decisivo na sobrevivência da série “The Shield: Acima da Lei”, hoje reconhecida como um dos grandes dramas policiais da televisão. Na época, a produção corria risco de cancelamento após a terceira temporada devido à baixa audiência, segundo o site especializado TV Line.

Por Flipar
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Para tentar salvar o projeto, os criadores convidaram Glenn Close. Embora inicialmente não quisesse aceitar um trabalho na televisão, já que, naquela época, as séries ainda eram vistas como inferiores ao cinema, a atriz foi convencida pela qualidade do roteiro e pela proposta criativa apresentada pelos produtores.

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Ao integrar o elenco como a capitã Monica Rawling, ela trouxe uma nova dinâmica à trama e impactou diretamente nas histórias de personagens como Vic Mackey, interpretado por Michael Chiklis. Sua atuação foi muito elogiada pela crítica e pelo público, e lhe rendeu uma indicação ao Emmy de Melhor Atriz em Série de Drama em 2005.

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Assim, sua participação renovou o interesse do público e contribuiu para a continuidade da produção. Mais do que isso, ajudou a consolidar o prestígio da série. Prestígio, aliás, não falta a Glenn Close. Com uma carreira consolidada em Hollywood e na Broadway, a atriz já venceu o Emmy e o Tony três vezes e soma oito indicações ao Oscar, quatro como Melhor Atriz Coadjuvante e quatro como Melhor Atriz, o que a torna a recordista de indicações sem vitória na premiação.

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Glenn Close nasceu em 19 de março de 1947, em Greenwich, Connecticut, cidade que sua família ajudou a fundar. Seu pai, um cirurgião renomado, deixou o estilo de vida tradicional da elite local para abrir uma clínica médica no Congo Belga, atual República Democrática do Congo, quando ela tinha 13 anos.

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“Meus pais eram verdadeiras ovelhas negras em Greenwich. O ambiente era muito elitista, e essa era a nossa herança. Meus avós fundaram o Round Hill Country Club, mas nunca participamos desse tipo de vida. Sempre tive certo orgulho disso.” afirmou a atriz certa vez.

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Ela passou parte da juventude entre a África e internatos na Suíça antes de retornar a Connecticut, onde viveu com a avó e estudou na “Rosemary Hall”, uma escola feminina de elite. Após se formar no ensino médio em 1965, viajou por alguns anos pela Europa e pelos Estados Unidos com o grupo musical “Up with People”.

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Em 1970, ingressou no “College of William and Mary”, em Williamsburg, Virgínia. Após a graduação, se mudou para Nova York e, em 1974, ingressou na “Phoenix Theatre Company”, ao lado de Meryl Streep, estreando na Broadway no mesmo ano com “Love for Love”. Seu primeiro Tony Award veio em 1984, por sua atuação como Annie em “The Real Thing”.

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Sua estreia no cinema ocorreu em 1982, quando o diretor George Roy Hill a escalou para “O Mundo Segundo Garp”. A atuação rendeu a Glenn Close uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, indicação que se repetiu por “O Reencontro” em 1984, “Um Homem Fora de Série” em 1985 e, décadas depois, por “Era Uma Vez um Sonho”, em 2021.

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Sua consagração em Hollywood veio com “Atração Fatal”, no qual interpretou Alex Forrester, papel que lhe garantiu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz. O longa é um suspense psicológico que acompanha a história de Dan Gallagher, interpretado por Michael Douglas, um homem casado que tem um caso de fim de semana com Alex Forrest.

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Voltou a ser indicada na mesma categoria em 1989 por “Ligações Perigosas”, pelo papel da Marquesa de Merteuil e, em 2012, recebeu nova indicação por “Albert Nobbs”, no qual interpretou uma mordomo que escondia sua identidade de gênero para manter o emprego.

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Em 2019, Glenn Close foi indicada por “A Esposa”, pelo papel de Joan Castleman, uma escritora que não é reconhecida por seu trabalho e que vê o marido receber o crédito por suas obras enquanto precisa lidar com uma vida doméstica frustrante. Por essa atuação, conquistou o Globo de Ouro.

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Além do cinema, Close também se destacou na televisão. Em 1984, recebeu sua primeira indicação ao Emmy por “Paixão Doentia”. Em 1991, foi indicada duas vezes por “Sarah”, incluindo Melhor Atriz. Em 1993, voltou a ser indicada por “O Desafio de Uma Vida”.

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Em 1995, venceu o Emmy por “Servindo em Silêncio”, como Margarethe Cammermeyer. Depois, foi indicada por “Armadilha Selvagem” em 1997, “Will e Grace” em 2002, pelo papel Sanny, e “Bárbaros e Traidores” em 2004, como a rainha Eleanor da Aquitânia.

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Assumiu o papel principal na série “Damages”, um drama jurídico, em 2007, no qual interpretava a advogada Patty Hewes. Sua atuação lhe rendeu um Globo de Ouro, dois prêmios Emmy e mais duas indicações ao longo das cinco temporadas do projeto.

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Em relação à sua vida pessoal, a atriz é discreta. Durante as filmagens de “Atração Fatal”, descobriu que estava grávida de sua única filha, Annie Maude Starke, nascida em 1988, fruto de seu relacionamento com John Starke. Annie seguiu a carreira da mãe e também é atriz.

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