Astronomia

Pesquisadores anunciam descoberta de planeta quase sete vezes maior que a Terra


Um grupo internacional de cientistas, coordenado pelo Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias, comunicou a identificação de um novo planeta que está localizado fora do Sistema Solar.

Por Flipar
Harvard-Smithsonian Centre for Astrophysics

O novo exoplaneta gira em torno da estrela HD 176986, uma anã laranja um pouco menor que o Sol localizada a aproximadamente 91 anos-luz de distância da Terra.

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Um ano-luz corresponde a cerca de 9,46 trilhões de quilômetros, o que evidencia a enorme escala envolvida nas descobertas astronômicas e os desafios enfrentados para estudar mundos tão distantes.

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O planeta, que recebeu o nome de “HD 176986 d”, tem uma massa mínima cerca de 6,8 vezes maior que a da Terra e leva 61,4 dias para completar uma órbita ao redor de sua estrela.

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Ele foi classificado como uma “superterra”, categoria que reúne planetas mais massivos que a Terra, porém muito menores que gigantes gasosos como Júpiter e Saturno.

Planetas Anões - NASA

Apesar do nome, a classificação não implica que o “HD 176986 d” tenha condições semelhantes às da Terra, apenas se refere ao seu tamanho. Com o novo achado, agora são três os planetas conhecidos no sistema.

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Segundo a CNN, pesquisadores já haviam identificado o HD 176986 b e o HD 176986 c em 2018, ambos orbitando a mesma estrela “hospedeira de planetas” HD 176986.

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Embora superterras sejam comuns no universo, encontrar uma com massa relativamente baixa e órbita mais longa é raro; existem apenas cerca de 12 casos similares conhecidos.

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Esse tipo de planeta é difícil de detectar porque exerce uma influência muito sutil sobre a estrela que orbita, gerando sinais extremamente fracos nos instrumentos astronômicos.

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Por isso, sua identificação exige longos períodos de monitoramento e a análise de grandes volumes de dados, exatamente como ocorreu nesse caso.

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Em outra descoberta recente, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Oxford identificou um novo tipo de exoplaneta que desafia as classificações astronômicas atuais.

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O “L 98-59 d”, como foi chamado, é descrito como um “mundo infernal” com um vasto oceano de magma e uma atmosfera tóxica rica em enxofre.

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A camada de magma libera constantemente sulfeto de hidrogênio — mesmo composto responsável pelo cheiro de ovo podre —, criando uma atmosfera densa que gera um efeito estufa permanente.

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Localizado a cerca de 35 anos-luz da Terra e com 1,6 vezes seu tamanho, ele apresenta temperaturas extremas superiores a 1.500 °C e um efeito estufa intenso que mantém sua superfície derretida.

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A descoberta, publicada na Nature Astronomy, foi possível graças a observações do Telescópio Espacial James Webb e simulações computacionais avançadas.

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Os cientistas acreditam que o planeta representa uma nova classe de mundos ricos em enxofre, o que sugere que a diversidade de planetas na galáxia pode ser maior do que se pensava.

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“Esta pesquisa mostra que é possível reconstruir o passado profundo desses mundos alienígenas e descobrir tipos de planetas sem equivalente no nosso próprio Sistema Solar”, apontou o professor Raymond Pierrehumbert, coautor do estudo.

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