A inadimplência no Brasil permanece em patamar elevado, com cerca de 72 milhões de consumidores negativados, segundo dados mais recentes da CNDL e do SPC Brasil.
Por FliparO cenário reflete a dificuldade de muitas famílias em equilibrar o orçamento, especialmente diante do custo de vida ainda pressionado.
Quem ainda não conseguiu arcar com todos os débitos precisa se organizar para tentar limpar o nome. E depois de conseguir pagar as contas é necessário agir direito para evitar contrair novas dívidas.Veja então as dicas para organizar as finanças e sair do fundo do poço.
1- Identifique a sua situação financeira: Analise qual é a sua renda mensal e de que forma você distribui esse valor ao longo do mês. Entender para onde vai o dinheiro é o primeiro passo para organizar as finanças e evitar gastos desnecessários.
2- Separe as despesas por categorias: alimentação, saúde, educação, serviços domésticos e lazer. Essa organização ajuda a visualizar melhor para onde vai o dinheiro e facilita identificar excessos ou áreas onde é possível economizar.
3- Verifique se é possível fazer cortes em certas despesas: avalie com atenção o que é realmente essencial e o que pode ser adiado ou reduzido. Nem todos os gastos são indispensáveis, e pequenos ajustes podem gerar uma boa economia ao longo do mês.
4- Entre em contato com as empresas credoras para tentar negociar o pagamento de dívidas. Muitas aceitam acordos com redução de valores para viabilizar o fim do débito.
Com isso, você evita a incidência de juros mês a mês, algo que acabaria fazendo a dívida crescer a tal ponto que seria praticamente impossível pagar. Se necessário, faça um acerto para pagar parcelas mensalmente.
5- Evite compras parceladas, que criam a ilusão de que sai “barato” obter o objeto do desejo. As parcelas se juntam a outras prestações de produtos que também foram vendidos de forma “facilitada” e aí a bola de neve vai crescendo.
6- Compare os preços para ter vantagem na compra final. Há lojas que oferecem cupons de desconto pela internet. E o preço que teoricamente seria mais alto torna-se vantajoso.
7- Fique atento à política de cashback de lojas que adotam esse sistema: ao fazer uma compra, parte do valor pode retornar para você em forma de crédito. Usado com planejamento, esse recurso ajuda a economizar em compras futuras e reduzir gastos ao longo do tempo.
Além da devolução de parte do valor do produto (para ser usada em compra posterior), as lojas costumam criar campanhas especiais com cashbacks ainda mais atraentes em determinadas épocas e sobre certos produtos.
8 – Compre produtos de qualidade. Pode parecer uma perda de dinheiro, mas a durabilidade da mercadoria compensa a médio ou longo prazo. Nada mais certo do que o ditado “O barato sai caro”.
9- Se as contas estiverem em dia, procure se planejar para guardar uma parte do salário como um pé de meia: reservar um valor, mesmo que pequeno, ajuda a criar uma segurança financeira e evita apertos em situações imprevistas.
O ideal é separar 10%, se for possível. Dependendo do valor, é possível fazer uma aplicação de Renda Fixa, em vez de deixar na poupança (que não rende quase nada).
10- Uma sugestão é considerar que esse valor funciona como uma conta fixa mensal, assim como luz, gás ou telefone. A diferença é que, nesse caso, o dinheiro é destinado a você mesmo, ajudando a criar o hábito de poupar com regularidade.
11- Na análise das despesas, pense: você está realmente utilizando todos os serviços pelos quais paga mensalmente? Revisar assinaturas e cobranças recorrentes pode revelar gastos desnecessários que passam despercebidos e que podem ser cancelados ou ajustados.
Você vê os canais de streaming que assinou? Frequenta as aulas da academia? Pense se está usufruindo dos gastos ou se algo está custando caro à toa.