A iniciativa visa não apenas a revolucionar a logística no país, mas também reduzir congestionamentos e emissões de gases poluentes.
O projeto prevê o uso de faixas adicionais, canteiros centrais e até estruturas subterrâneas, permitindo que essas cápsulas circulem sem interferir no trânsito regular.
Depósitos automatizados ao longo da rota realizarão carregamento e descarregamento de mercadorias de forma autônoma, utilizando empilhadeiras automáticas e drones.
Segundo uma estimativa do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão, até 2030 o país terá uma queda de 34% na capacidade de transporte em razão da aposentadoria de motoristas e escassez de novos profissionais.
A construção de um trecho experimental de 500 km entre Tóquio e Osaka está prevista para 2027, e a plena implementação para a década de 2030.
O Japão vê a expectativa de vida aumentar constantemente acompanhada de uma queda acentuada na taxa de natalidade. E isso também vem causando outro problema: nove milhões de casas foram abandonadas.
No país asiático, essas residências desocupadas são denominadas de “akiya”, termo que se referia às construções em áreas rurais. De acordo com dados do Ministério de Assuntos Internos e Comunicação do Japão, 14% dos imóveis residenciais do país estão 'às moscas'.
Cada vez mais são encontradas “akiya” em grandes centros urbanos, como na própria capital Tóquio. Por tradição, as 'akiya' costumam ser herdadas e isso explica parte do problema. Com a queda nas taxas de natalidade, há muitos casos em que não há uma nova geração para receber o imóvel.
Em relação às moradias nas áreas rurais, ainda há cada vez mais casos de herdeiros desinteressados em permanecer nessas localidades, preferindo migrar para grandes centros urbanos.
Muitos proprietários optam por não modernizar os imóveis porque fica mais barato mantê-los, ainda que envelhecidos.
Uma consequência problemática do fato de haver tantas casas abandonadas é o aumento dos riscos à segurança em situações de desastres naturais.
Como o Japão é muito suscetível a terremotos e tsunamis, a falta de manutenção de tantos imóveis torna mais complexas as operações de resgate e reconstrução de cidades.
Existem ainda os riscos sociais associados à segurança pública e à preservação do meio ambiente. É um quadro que pode deteriorar a qualidade de vida nessas cidades.