Apesar de muitas pessoas confundirem os dois, esses roedores pertencem à espécies diferentes, como o Rattus rattus e o Mus musculus, que apresentam características próprias.
Enquanto as espécies mais comuns de ratos, como a ratazana (Rattus norvegicus) ou o rato-preto (Rattus rattus), podem pesar dez vezes mais, chegando facilmente aos 300 ou 500 gramas.
Visualmente, os camundongos têm orelhas grandes em relação à cabeça e um focinho mais pontiagudo, acompanhado por uma cauda longa e fina coberta por pelos raleados.
Já os ratos têm o corpo mais robusto, orelhas proporcionalmente menores, cabeça larga e cauda relativamente grossa, geralmente mais curtas que o comprimento total do corpo.
No que diz respeito ao comportamento, as diferenças são ainda mais marcantes. Camundongos são animais extremamente curiosos e exploradores; ao encontrarem um objeto novo em seu ambiente, costumam investigá-lo quase imediatamente.
Os ratos, por outro lado, são neofóbicos, o que significa que têm um medo instintivo de tudo o que é novo. Essa cautela torna o controle de pragas de ratos muito mais desafiador, já que eles podem levar dias para se aproximar de uma nova fonte de alimento ou armadilha.
Além disso, enquanto camundongos preferem viver em áreas secas e próximas aos seus ninhos, as ratazanas são excelentes nadadoras e costumam habitar redes de esgoto e locais úmidos.
Além de participarem da cadeia alimentar servindo de presa para diversos predadores, esses roedores também têm relevância científica, especialmente os camundongos que são amplamente utilizados em pesquisas laboratoriais devido à semelhança genética com os seres humanos.
Outra semelhança é que ambos contam com dentes incisivos que nunca param de crescer, o que os obriga a roer constantemente materiais como madeira, plástico e até fiação elétrica.
Os dois também são animais onívoros, ou seja, alimentam-se de grãos, frutas, restos de alimentos e pequenos insetos. Além disso, têm hábitos predominantemente noturnos, sentidos de olfato e audição altamente aguçados para compensar a visão limitada.