O vídeo, que circulou em redes sociais e em um noticiário local, mostrava uma repórter fictícia entrevistando turistas e filas em uma bilheteria.
A idosa, que não percebeu que o conteúdo era falso, ficou frustrada e até mencionou processar a 'jornalista', mas foi informada de que a pessoa no vídeo também era uma criação digital.
Autoridades locais confirmaram que o teleférico nunca existiu e alertaram sobre a importância de verificar informações antes de compartilhá-las.
Para curtir o 'passeio fake', o casal viajou de Kuala Lumpur, capital da Malásia, até a cidade de Pengkalan Hulu, que fica no oeste do país.
Recentemente, vídeos hiper-realistas criados com inteligência artificial se espalharam pelas redes sociais, muitos feitos com o Veo 3, modelo pago lançado pelo Google em maio.
Enquanto algumas criações são claramente fictícias, como paródias históricas ou religiosas, outras simulam entrevistas e podcasts de forma tão realista que confundem os usuários.
Embora alguns espectadores consigam identificar sinais de IA, como olhares vagos e fala robotizada, muitos se impressionam com o realismo.
O Veo 3 está disponível para assinantes do Google AI a partir de R$ 96,99 ao mês e permite gerar vídeos a partir de textos curtos, incluindo áudios, diálogos e ruídos.
Para produções mais complexas, a ferramenta Flow possibilita controle de câmera, edição e transições entre cenas.
O Google defende que a IA democratiza a produção criativa, mas diz que impõe restrições contra usos indevidos, como violência, desinformação e discurso de ódio.
Pengkalan Hulu, para onde o casal viajou, é uma pequena cidade no estado de Perak, na Malásia, localizada próximo à fronteira com a Tailândia.
Conhecida por seu cenário tranquilo e natureza exuberante, a região é cercada por florestas e colinas, atraindo visitantes em busca de ecoturismo.