Essa intensificação é medida pela queda brusca da pressão atmosférica no centro do sistema: quando atinge pelo menos 24 milibares (mbar) em 24 horas, o sistema é classificado como um ciclone-bomba.
O termo 'bomba' refere-se à velocidade e intensidade com que o fenômeno se desenvolve, semelhante a uma explosão no contexto meteorológico. É como se uma bomba explodisse no sistema, liberando grande energia e provocando ventos fortes e chuvas intensas.
Além de chuvas e ventos fortes, um ciclone-bomba pode provocar tempestades de neve ou outros eventos climáticos severos, dependendo das condições locais.
Apesar de ser semelhante a um furacão em termos de ventos fortes e precipitações, o ciclone-bomba não está associado a águas quentes ou à formação típica dos ciclones tropicais.
Esse tipo de ciclone ocorre com mais frequência em regiões de transição entre massas de ar frio e quente, como áreas costeiras ou oceânicas, onde os contrastes de temperatura são mais presentes.
Contudo, eles também podem se formar em latitudes mais baixas, como no litoral brasileiro. Em abril de 2023, a passagem repentina de um ciclone-bomba assustou banhistas na Praia de Itacoatiara, em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
As imagens viralizaram nas redes sociais mostrando algumas pessoas se divertindo no local quando de repente um volume gigantesco de água se aproxima, causando pânico em quem estava no local. Por sorte, ninguém ficou ferido.