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Martinho da Vila anuncia turnê especial ao lado da filha Mart’nália


O cantor e compositor Martinho da Vila anunciou uma turnê especial que marcará sua despedida das grandes viagens pelos palcos. Após mais de cinco décadas de carreira, o artista decidiu transformar a ocasião em um momento familiar.

Por Flipar
Marcos Oliveira/Agência Senado

Pela primeira vez, ele dividirá a estrada com a filha, a cantora Mart’nália. Batizada de 'Pai e Filha', a série de shows passará por cerca de 30 cidades brasileiras.

Renato Pagliaci/Divulgação

Segundo a divulgação da produção, o repertório reunirá clássicos do sambista e sucessos da trajetória de Mart’nália. “Pai e Filha não é apenas um show. É um encontro de gerações, de histórias e de afetos”, declarou Martinho ao anunciar o projeto.

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Filho de lavradores, Martinho José Ferreira nasceu em 12/2/1938 em Duas Barras, no interior do RJ. Com apenas quatro anos, mudou-se com a família para a capital. Antes de se tornar um ícone da arte, ele serviu o exército na juventude. Na década de 1970, abandonou a carreira militar.

- Flickr Arquivo Nacional do Brasil

O objetivo era dedicar-se ao samba, paixão que o tornaria conhecido nacionalmente. No Festival da Música Popular Brasileira de 1967 da Record, concorreu com a canção “Menina Moça”, interpretada por Jamelão, cantor que se tornaria um emblema da Mangueira.

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No ano seguinte, Martinho da Vila emplacou seu primeiro grande sucesso, “Casa de Bamba”, canção que se tornaria um dos clássicos de seu repertório.

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A canção foi faixa do primeiro álbum do sambista, lançado em 1969 pela RCA Victor. O disco trazia ainda sucessos como “Quem É Do Mar Não Enjoa”, “O Pequeno Burguês” e “Pra Que Dinheiro”.

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Daí em diante, passou a lançar discos quase todos os anos, emplacando clássicos definitivos do samba nacional. Entre suas produções mais cultuadas estão “Canta Canta, Minha Gente” (1974) e ‘Tá Delícia, Tá Gostoso” (1995).

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Além de “Casa de Bamba” e “Canta Canta, Minha Gente”, outras músicas muito conhecidas do compositor e cantor são “Disritmia”, “Devagar Devagarinho” (composição de Eraldo Divagar), “Mulheres” (de Toninho Geraes) e “Ex-Amor”.

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Martinho da Vila também é uma das personalidades mais ilustres do Carnaval carioca. Especialmente por sua ligação com a escola de samba Unidos de Vila Isabel, da qual é presidente de honra.

Bruno Guilher/Wikimédia Commons

Em 1991, Martinho encontrou-se com Nelson Mandela, líder sul-africano que foi símbolo da luta contra o apartheid no país. Um reconhecimento a um dos artistas brasileiros que mais se engajaram no combate ao racismo e pelos direitos da população negra.

Instagram @martinhodavilaoficial

Martinho da Vila também tem uma trajetória consistente como escritor. Em 2024, ele lançou seu 21º livro, “Martinho da Vida”. Sua obra bibliográfica passeia por gêneros diversos, do infanto-juvenil ao romance e ao autobiográfico.

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