“Para o Copacabana Palace, é uma honra imensurável que nosso teatro leve o nome de Fernanda. Ela ajudou a construí-lo como um ícone da cultura brasileira”, afirmou Ulisses Marreiros, diretor da Belmond (administradora do hotel) no país.
Após a cerimônia, o novo Teatro Fernanda Montenegro receberá leituras dramatizadas conduzidas pela própria atriz com textos de Nelson Rodrigues e Simone de Beauvoir.
Fernanda Montenegro nasceu em 16/10/1929, no Rio de Janeiro. Seu nome de batismo, porém, é Arlette Pinheiro Monteiro Torres. Aos 15 anos, ela fez um concurso para ser locutora da Rádio Ministério da Educação e Saúde, atual Rádio MEC.
Ela foi aprovada e não demorou muito para também se interessar por radionovelas. Logo, resolveu adotar o nome artístico de Fernanda Montenegro e também dar aulas de português para estrangeiros, como forma de melhorar os rendimentos.
Em 1950, Fernanda Montenegro ingressou no teatro e, no ano seguinte, foi a primeira atriz contratada da recém criada TV Tupi. Já em 1954, transferiu-se para a Record e participou, entre outras, da primeira novela da história da emissora. Em 56, voltou para a TV Tupi, onde fez mais novelas e teleteatros.
Nos anos seguintes, ela teve novas passagens pela Tupi, além da Excelsior, TV Rio e Bandeirantes. Em 1981, Fernanda Montenegro foi contratada pela TV Globo.
Logo no primeiro ano, Montenegro atuou em 'Baila Comigo', de Manoel Carlos. Ela já tinha tanto respeito que o papel de Sílvia Toledo foi feito 'sob encomenda'. Ainda em 81, fez 'Brilhante'.
Já em 1986, Montenegro participou da novela 'Cambalacho'. Em 1990, ela teve participação especial em 'Rainha da Sucata', outro clássico. No mesmo ano, integrou o elenco da minissérie 'Riacho Doce'. Em 91, interpretou a cafetina Olga Portela, na novela 'O Dono do Mundo' (foto).
Em 1998, ela protagonizou o filme 'Central do Brasil'. O longa foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e a atuação de Fernanda lhe rendeu indicações a vários prêmios, inclusive ao Oscar de Melhor Atriz.
A indicação de Fernanda Montenegro ao Oscar a tornou a primeira latino-americana e a única brasileira nomeada para Melhor Atriz nessa premiação. Em 2025, sua filha, Fernanda Torres, igualou o feito ao ser indicada pela performance em “Ainda Estou Aqui”.
Ela também atuou como Nossa Senhora no filme 'O Auto da Compadecida' (2000), de Guel Arraes. Em 2024, entrou no Livro dos Recordes, ao registrar o maior público de uma leitura filosófica com o monólogo “A Cerimônia do Adeus”- 15 mil pessoas no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.