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Sem olhos e dedos: pesquisadores tentam descobrir por que metade dos sapos de Fernando de Noronha estão deformados


Ao analisarem os impactos do sapo-cururu na fauna de Fernando de Noronha, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas concluíram que até 50% dos indivíduos da espécie na ilha apresentam algum tipo de deformidade.

Por Flipar
Wikimedia Commons/ Bill Waller

A pesquisa, conduzida com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), analisa cerca de 250 animais e busca entender se as alterações físicas estão relacionadas à contaminação por metais no ambiente.

Felipe Toledo/Acevo pessoal

Introduzida há mais de 100 anos para controlar pragas, a espécie não cumpriu essa função e ainda pode ameaçar animais endêmicos da ilha, como a mabuya e caranguejos locais.

Felipe Toledo/Acevo pessoal

Entre as possíveis hipóteses consideradas pelos pesquisadores para as deformidades estão a alimentação dos animais, possíveis danos a órgãos internos e a presença de metais pesados na água, sedimentos e no sangue dos sapos.

Felipe Toledo/Acevo pessoal

Além disso, os cientistas pretendem comparar os dados da ilha com registros do Caribe e verificar diferenças entre sapos saudáveis e deformados. Os resultados podem levar cerca de seis meses e serão apresentados ao ICMBio.

Divulgac?a?o/Camila Moser e De?bora Augusti/ICMBio