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Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro: história, arquitetura e curiosidades


A Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro se destaca entre os prédios do centro da cidade do Rio de Janeiro. Também conhecida como Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro, está localizada próxima aos Arcos da Lapa e chama a atenção de quem passa pela região devido ao seu estilo arquitetônico e à sua grandiosidade. Por isso, além de reunir milhares de fiéis em celebrações religiosas durante o ano, o local também se tornou um dos pontos turísticos mais curiosos e visitados da cidade. Além dis

Por Flipar
Phil Whitehouse - Wikimédia Commons

Aliás, essa história da sede é curiosa, porque, desde que a Arquidiocese do Rio de Janeiro foi criada, em 1676, ela não tinha um lugar próprio para funcionar, desse modo, usava igrejas emprestadas. Nos primeiros 58 anos, a sede funcionou em uma pequena igreja localizada no Morro do Castelo e, em 1734, mudou para a igreja de Santa Cruz dos Militares.

Wikimedia Commons / Domínio Público

Pouco tempo depois, em 1737, a arquidiocese mudou novamente de local. Dessa vez, foi para a igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, onde ficou até a chegada da Família Real. Com isso, em 1808, aconteceu outra mudança e, então, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé foi elevada à condição de Capela Real e serviu como sede até a inauguração da Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro no dia 15 de agosto de 1979.

Reprodução Youtube

Entretanto, a Arquidiocese do Rio de Janeiro sempre quis um espaço próprio e definitivo para ser sua sede e fazer suas celebrações e missas. Esse sonho pôde ser realizado e concretizado em 1964, quando o Estado da Guanabara cedeu o terreno para a construção da catedral.

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O projeto da catedral apresentou uma proposta diferente das igrejas coloniais tradicionais e rompia com os modelos antigos ao apresentar um estilo de construção moderno. O arquiteto responsável foi Edgar de Oliveira da Fonseca, e sua proposta seguiu ideias defendidas pelo Concílio Vaticano II, que, entre outras coisas, defendia a simplicidade na liturgia e a participação ativa dos fiéis. Dessa forma, o espaço foi pensado para acolher melhor o público.

Reprodução Youtube

O formato do edifício é circular e cônico e impressiona pelas suas dimensões, pois possui 75 metros de altura externa e 64 metros de altura interna. Seu diâmetro externo é de 106 metros, enquanto o interno chega a 96 metros. O espaço pode receber até 20 mil pessoas em pé ou cerca de cinco mil sentadas.

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A porta principal da catedral tem 18 metros de altura e é decorada com 48 placas em baixo-relevo em bronze, que apresentam temas ligados à fé cristã. O interior foi planejado pelo padre Paulo Lachenmayer. Além disso, esculturas de Humberto Cozzo enriquecem o ambiente.

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O interior da catedral é revestido em mármore branco e conta com painéis que representam as Missões. No presbitério, há esculturas criadas por Humberto Cozzo de São Sebastião e Sant’Ana. A sacristia fica atrás desse espaço e, acima dela, há uma área destinada a coral, orquestra e órgão. Próximo à sacristia está a capela do Santíssimo Sacramento, que abriga um grande sacrário e dois lampadários.

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Na parte externa da sacristia, há quatro painéis em alto-relevo feitos por Humberto Cozzo. O artista também criou a cruz posicionada sobre o altar principal, suspensa por cabos de aço. Além disso, é responsável pelos relevos do pórtico e pela estátua de São Francisco de Assis.

chensiyuan - Wikimédia Commons

Os quatro grandes vitrais da catedral representam as principais características da Igreja Católica. Cada um possui uma cor e um significado: o verde simboliza a Uni, com a imagem do bom pastor, o vermelho representa a Santidade, com figuras de santos, o amarelo simboliza a Católica, com referência às quatro raças e aos quatro evangelistas, já o azul representa a tradição apostólica, com a figura do primeiro papa, São Pedro, e seus sucessores.

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No subsolo, há o Museu de Arte Sacra, que possui um acervo de cerca de cinco mil peças. Entre os itens mais importantes estão a pia batismal usada pela Família Real, a imagem de Nossa Senhora do Rosário, o trono de Dom Pedro II e a Rosa de Ouro concedida à Princesa Isabel pelo Papa Leão XIII após a abolição da escravidão.

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Vale destacar também que a catedral passou por um processo de modernização, e um dos principais avanços foi a implantação de um sistema de iluminação em LED, inaugurado em 2010, com o objetivo de reduzir o consumo de energia e valorizar a estrutura do monumento. O projeto utilizou 91 refletores para destacar áreas importantes, como o corpo principal da igreja, o campanário e a estátua em homenagem ao Papa João Paulo II.

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