A proposta surgiu a partir de uma iniciativa de seu filho Louiz Carlos da Silva, diretor do Instituto Zeca Pagodinho, e encontrou apoio imediato do artista, que abraçou a ideia de contribuir com a comunidade ao seu redor, em parceria da Embrapa Agrobiologia e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. “Quando chegamos a Xerém, era tudo barro. Muitas vezes vi as pessoas passando necessidade. Quando estou aqui, não tem isso”, afirmou Zeca Pagodinho em suas redes sociais. Atualmente, a horta
Zeca Pagodinho, nome artístico de Jessé Gomes da Silva Filho, nasceu no Rio de Janeiro, em 4 de fevereiro de 1959, e se consolidou ao longo das últimas décadas como um dos maiores e mais populares nomes do samba. Criado no bairro de Irajá, na Zona Norte carioca, ele frequentou desde cedo rodas de samba. Antes da fama, teve ocupações simples, como office-boy e apontador de jogo do bicho, experiências que também contribuíram para a construção de sua persona popular e ligada ao cotidiano do subúrb
O início de sua trajetória musical está diretamente ligado às rodas de samba de bairros populares, além de sua participação no tradicional bloco Cacique de Ramos, um dos berços do samba moderno. Foi nesse ambiente que Zeca desenvolveu sua habilidade de criar versos de partido-alto, estilo marcado pela improvisação e pela espontaneidade. Seu talento chamou atenção de nomes importantes do gênero, especialmente de Beth Carvalho (1946 - 2019), considerada sua madrinha musical, que foi fundamental pa
O primeiro sucesso veio em 1983, com o samba “Camarão que dorme a onda leva”, composto em parceria com Arlindo Cruz e Beto Sem Braço. Pouco depois, em 1985, participou do álbum coletivo “Raça Brasileira”, projeto que revelou uma geração de sambistas e ajudou a projetar seu nome nacionalmente.
Já em 1986, lançou seu primeiro disco solo, que foi batizado com seu nome e rapidamente ganhou repercussão, inclusive com músicas integrando trilhas sonoras de novelas, ampliando seu alcance junto ao grande público. Entre as faixas famosas estão “Judia de Mim” e “Brincadeira tem Hora”.
Ao longo dos anos, lançou álbuns que se tornaram referência dentro do samba, como “Patota de Cosme”, “Samba pras Moças” e “Água da Minha Sede”. Seu repertório reúne canções que transitam entre o humor, o romantismo e a crônica do cotidiano, sempre com uma linguagem acessível e carregada de brasilidade.
Músicas como “Maneiras”, “Deixa a Vida Me Levar” e “Verdade” ajudaram a consolidar sua imagem como um intérprete carismático e autêntico. Essas canções se tornaram clássicos do samba.
Além de compositor, Zeca se destacou como intérprete de obras de outros grandes nomes do samba, também revisitando criações de artistas que o influenciaram, como Noel Rosa, Cartola e Nelson Sargento, reforçando sua ligação com a tradição do samba.
Nos anos 2000, Zeca Pagodinho alcançou um novo patamar de popularidade. Em 2003, protagonizou o projeto “Acústico MTV”, que se tornou um dos maiores sucessos comerciais de sua carreira e ajudou a aproximar o samba de novos públicos. Nesse período, também ampliou sua presença na mídia, participando de campanhas publicitárias e fortalecendo sua imagem junto ao grande público.
Em 2016, participou da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, levando o samba a um palco de visibilidade global. Já em 2024 comemorou 40 anos de trajetória com turnê e lançamentos especiais, reafirmando sua longevidade e importância na música brasileira.
Na vida pessoal, é casado desde 1986 com Mônica Silva, com quem teve quatro filhos, Louis da Silva, Elisa da Silva, Maria Eduarda da Silva e Eduardo da Silva. Em 2015, Zeca Pagodinho perdeu um filho mais velho, Elias Gabriel, que morreu vítima de complicações pneumológicas. Ele era fruto de um relacionamento anterior do cantor.