A moringa pode atingir até 12 metros de altura e possui folhas verdes claras com aspecto plumoso, além de flores pequenas, perfumadas e de coloração branca ou creme. Já do ponto de vista científico, a moringa chama atenção pela elevada concentração de nutrientes e compostos bioativos, desse modo, a planta contém vitaminas A, C e do complexo B, além de minerais como ferro, cálcio, fósforo e zinco. Também apresenta antioxidantes naturais, flavonoides, polifenóis, quercetina, carotenoides, ácido c
Algumas pesquisas estudam o potencial da moringa em áreas como controle da glicemia, ação anti-inflamatória, fortalecimento do sistema imunológico e proteção cardiovascular. Estudos também analisam possíveis efeitos antioxidantes, digestivos e antimicrobianos da planta. No entanto, apesar dos resultados iniciais considerados promissores, muitos desses benefícios ainda dependem de comprovação científica mais robusta.
Entre os benefícios mais divulgados da moringa estão o auxílio no controle do colesterol e da pressão arterial, melhora do funcionamento intestinal, prevenção da anemia e ação antioxidante contra o envelhecimento precoce da pele. Entretanto, no Brasil, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu em 2019 a fabricação, comercialização, importação e propaganda de alimentos que contenham moringa.
Segundo a agência, não existem estudos suficientes que comprovem a segurança do consumo da espécie em alimentos. A decisão inclui produtos como chás, cápsulas, comprimidos, bebidas e suplementos. A agência informou ainda que não foi possível descartar riscos genotóxicos e hepatotóxicos associados à planta, ou seja, possíveis danos ao material genético e ao fígado.
Além disso, o consumo de moringa pode causar alguns efeitos colaterais como náuseas, vômitos, diarréia e reações alérgicas. Grávidas, lactantes e pessoas que utilizam medicamentos para diabetes, hipertensão ou coagulação devem evitar o uso sem orientação médica.