A AIB surgiu em meio à radicalização política que marcou o Brasil após a Revolução de 1930. Inspirado no fascismo europeu, o grupo defendia um governo autoritário, nacionalista e baseado em rígida disciplina política. Seus membros utilizavam uniformes, símbolos e rituais semelhantes aos movimentos fascistas da época.
Em 1937, Vargas implantou o Estado Novo após aplicar um golpe que fechou o Congresso e cancelou partidos políticos. O Plano Cohen, documento usado para justificar o clima de ameaça comunista, havia sido elaborado pelo integralista Olímpio Mourão Filho. Apesar de terem apoiado Vargas inicialmente, os integralistas perderam espaço no novo regime.
Com o decreto que extinguiu as organizações políticas, a Ação Integralista Brasileira foi fechada pelo governo. Revoltados, integrantes do movimento passaram a planejar uma reação armada contra Vargas. O objetivo principal era derrubar o presidente e retomar influência política no país.
Na noite de 10 para 11 de maio de 1938, os rebeldes atacaram o Palácio Guanabara, residência oficial de Vargas no Rio de Janeiro. O grupo pretendia prender o presidente e contava com apoio de militares ligados ao movimento. A ação, porém, foi desorganizada e acabou fracassando rapidamente.
Durante o confronto, Vargas e sua filha Alzira chegaram a trocar tiros com os invasores para defender o palácio. Após a derrota do levante, cerca de 1.500 integralistas foram presos e o líder Plínio Salgado (foto) acabou exilado em Portugal. O episódio marcou uma das tentativas mais conhecidas de golpe na história brasileira.