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Pré-candidato à Presidência, Romeu Zema intensifica críticas ao STF e cita ‘frutas podres’


Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em 12 de maio, durante participação no Lide na Brazil Week, em Nova York, ele afirmou que irá defender o impeachment de ministros da Corte caso chegue ao Palácio do Planalto e declarou que “frutos podres não ficarão” no tribunal. Além disso, o político também defendeu mudanças nos critérios para indicação de ministro para a corte suprema. Entre a

Por Flipar
Palácio do Planalto?wikimédia Commons

“Tenho dito que essas frutas podres que estão no STF não ficarão lá. O vento começou a soprar duas semanas atrás quando um indicado do presidente não foi aprovado no STF. Árvore podre não fica de pé muito tempo, pode durar um tempo, mas cai. No STF temos podridão que é só ter o tempo certo que vão cair”, afirmou Zema, ao comentar a rejeição pelo Senado do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para uma vaga na Corte.

. - Agência Senado?wikimédia Commons

No fim de abril, o ministro Gilmar Mendes encaminhou uma representação a Alexandre Moraes solicitando investigação sobre uma publicação feita por Zema nas redes sociais. O conteúdo compartilhado pelo ex-governador trazia uma sátira envolvendo ministros do Supremo. A gravação mostrava dois bonecos em formato de fantoche que fariam referência aos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes conversando sobre anulação de quebras de sigilo aprovadas pela CPI do Crime Organizado do Senado.

Reprodução do G1

Romeu Zema Neto nasceu em Araxá, no Triângulo Mineiro, no dia 28 de outubro de 1964. Ele cresceu em uma família ligada ao comércio. Ele foi presidente do Grupo Zema, fundado por seu bisavô, Domingos Zema, até 2016, e tem formação em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo. Esse perfil empresarial acabaria se tornando peça central de sua futura identidade eleitoral.

Reprodução do Instagram @romeuzemaoficial

Ele construiu sua trajetória pública como um nome ligado ao empresariado, à defesa do liberalismo econômico e ao discurso de gestão técnica. A ascensão política ocorreu em meio ao desgaste dos partidos tradicionais e ao fortalecimento de candidaturas com perfil antipolítica nas eleições de 2018, quando surpreendeu ao conquistar o governo mineiro mesmo com baixa exposição nacional até então.

ADNILTON FARIAS?wikimédia Commons

A entrada oficial na política aconteceu em 2018, quando se filiou ao Partido Novo para disputar o governo de Minas Gerais. A campanha de Zema começou discretamente e enfrentava concorrentes tradicionais da política mineira, mas cresceu impulsionada pelo discurso de renovação, combate aos privilégios e redução do tamanho do Estado.

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Durante o primeiro turno da eleição estadual, Zema surpreendeu analistas ao superar o petista Fernando Pimentel e avançar para a disputa final contra o então senador Antonio Anastasia, do PSDB. Na ocasião, apoio a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República. Embalado pela onda conservadora e pela forte rejeição aos partidos tradicionais após os desdobramentos da Operação Lava Jato, venceu o segundo turno com ampla margem de votos. Sua vitória foi considerada uma das maiores surpres

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Ao assumir o governo mineiro em janeiro de 2019, encontrou um cenário de grave crise fiscal. Nos primeiros anos de governo, adotou medidas de austeridade e buscou reforçar a narrativa de administração eficiente. Entre as ações frequentemente destacadas por aliados estavam a revisão de contratos, a tentativa de modernização administrativa e programas voltados à atração de investimentos privados.

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Apesar das dificuldades econômicas provocadas pela pandemia de Covid-19, Zema conseguiu manter índices relevantes de aprovação em Minas Gerais. Parte desse desempenho foi atribuída à construção de uma imagem de político discreto, de fala simples e distante do estilo tradicional de articulação partidária. Em 2022, foi reeleito ainda no primeiro turno, consolidando-se como uma das principais lideranças do campo liberal-conservador no país. A vitória ampliou sua projeção nacional e fortaleceu espec

Pedro Vilela?wikimédia Commons

Nesse período, intensificou críticas ao governo federal comandado por Luiz Inácio Lula da Silva e ao Supremo Tribunal Federal (STF), aproximando-se de setores da direita que defendem reformas institucionais e maior limitação do poder da Corte.

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As declarações sobre ministros do STF, decisões monocráticas e possíveis mudanças no funcionamento do tribunal passaram a ocupar espaço frequente em seus discursos públicos. Zema também ampliou o diálogo com empresários, ruralistas e grupos ligados ao liberalismo econômico, buscando se apresentar como alternativa nacional para eleições futuras.

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Ao mesmo tempo, sua trajetória política também acumula críticas. Adversários apontam dificuldades em áreas sociais, questionam políticas salariais para servidores públicos e criticam falas consideradas polêmicas ou excessivamente ideológicas. Há ainda contestações sobre privatizações, relação com o funcionalismo e estratégias de comunicação adotadas durante crises.

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Romeu Zema é divorciado de Ivana Scarpellini, com quem foi casado por 14 anos. Ele é pai de dois filhos, Catharina e Domenico. Em março de 2026, o político renunciou ao cargo de governador de Minas Gerais mirando a candidatura à presidência da República. Assim, o posto foi assumido pelo seu vice, Matheus Simões (PSD).

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