A origem do mate remonta aos povos guaranis, que utilizavam a erva-mate muito antes da chegada dos colonizadores europeus. Para essas comunidades indígenas, a planta possuía valor espiritual, medicinal e comercial, sendo considerada um presente divino da natureza. Com a expansão do Vice-Reinado do Rio da Prata, o consumo do mate se espalhou por diversas regiões da América do Sul. Os jesuítas tiveram papel importante nesse processo ao desenvolverem as primeiras plantações organizadas de erva-mate
O preparo do mate envolve diversos rituais e tradições transmitidos entre gerações. A erva deve preencher boa parte do recipiente, deixando espaço para a água e para a bomba, espécie de canudo metálico utilizado para beber a infusão. Também é comum inclinar a erva antes de adicionar a água, ajudando a preservar o sabor por mais tempo. Outro detalhe importante é a temperatura da água, que não deve ferver, ficando idealmente entre 70 °C e 80 °C. A erva-mate utilizada na bebida vem da planta erva-
Quem deseja provar o mate como um verdadeiro argentino pode encontrar experiências autênticas em diferentes regiões do país. Em Buenos Aires, diversos cafés e bares especializados oferecem degustações e explicações sobre a preparação correta da bebida.
Alguns locais contam até com sommeliers de mate, responsáveis por orientar turistas sobre os tipos de erva e os modos tradicionais de consumo. Já em províncias como Misiones, Corrientes e Entre Ríos, o visitante pode conhecer plantações de erva-mate e aprender diretamente com produtores locais.
Além da versão quente tradicional, existem variações frias conhecidas como tereré, populares especialmente no Paraguai e em regiões mais quentes. Atualmente, a erva-mate também aparece em produtos industrializados, como energéticos, chás prontos e suplementos, mostrando como uma tradição regional se transformou em produto global.