A polêmica existe principalmente porque esse tipo não leva massa de cacau na composição, ingrediente presente nos chocolates ao leite e amargo. Mesmo assim, ele utiliza manteiga de cacau, que também vem da semente do cacau.
A manteiga de cacau é a gordura natural extraída do fruto e considerada um dos componentes mais nobres usados na fabricação de chocolates. Por causa disso, órgãos reguladores de diferentes países aceitam oficialmente o chocolate branco como uma variedade legítima, desde que siga regras mínimas de composição.
Outro ponto da discussão envolve o sabor. Como não possui sólidos de cacau, o chocolate branco não apresenta o gosto intenso e levemente amargo típico das versões tradicionais. O resultado é um produto mais doce, cremoso e suave, frequentemente associado a baunilha e leite.
Especialistas também destacam que muitos produtos vendidos como “chocolate branco” têm pouca manteiga de cacau e excesso de gordura vegetal. Isso contribui para críticas e aumenta a percepção de que algumas versões seriam apenas “doces sabor chocolate”, sem qualidade semelhante à dos chocolates tradicionais.
Em receitas culinárias, o chocolate branco ganhou espaço em mousses, coberturas, recheios e sobremesas sofisticadas. A textura cremosa facilita combinações com frutas ácidas, castanhas e cafés. Mesmo com as controvérsias, ele continua sendo bastante consumido em vários países.
Fabricantes e entidades do setor costumam afirmar que o chocolate branco é, sim, chocolate, desde que respeite critérios técnicos de produção.
Já críticos defendem que a ausência da massa de cacau muda completamente o produto. Por isso, a discussão continua aparecendo tanto entre consumidores quanto entre especialistas em gastronomia.