Sua estrutura atuamente é formada por um emaranhado natural de raízes e fibras vegetais, criando uma superfície porosa capaz de reter água e nutrientes ao mesmo tempo em que permite boa circulação de ar nas raízes. Essa combinação ajuda as plantas a se desenvolverem com mais facilidade, especialmente espécies que apreciam ambientes úmidos e bem drenados.
Entre os principais usos do xaxim estão vasos, suportes suspensos, placas para jardins verticais e bases para cultivo de plantas epífitas. Durante muitos anos, foi considerado um dos melhores materiais para o cultivo de orquídeas, bromélias, samambaias e avencas, justamente por reproduzir condições semelhantes às encontradas na natureza.
Atualmente, a maior parte dos produtos vendidos como xaxim é fabricada com materiais alternativos, como fibras vegetais, coco prensado ou fibras de palmeira. Essas versões procuram reproduzir as qualidades do antigo xaxim natural, oferecendo boa retenção de umidade, ventilação das raízes e menor impacto ambiental.
As plantas que costumam ficar mais bonitas nesse tipo de vaso são samambaias, avencas, orquídeas, bromélias, chifres-de-veado e algumas espécies pendentes. Como as raízes conseguem se fixar facilmente nas fibras, essas plantas costumam apresentar crescimento vigoroso e aspecto bastante natural.
Para manter um vaso de xaxim em boas condições, recomenda-se deixá-lo em local com boa luminosidade indireta, realizar regas regulares sem encharcar e adubar periodicamente conforme a necessidade da planta cultivada.
Também é importante observar o desgaste das fibras ao longo dos anos, principalmente em ambientes muito úmidos ou expostos ao sol intenso, substituindo o recipiente quando necessário.