A espécie, originária dos oceanos Índico e Pacífico, chegou ao Mediterrâneo após atravessar o Canal de Suez pelo Mar Vermelho e foi registrada pela primeira vez no litoral grego em 2005. Sem predadores naturais na região, sua população cresceu de forma acelerada, principalmente no sul do Mar Egeu.
De acordo com o Ministério da Agricultura e da Pesca da Grécia, os exemplares recolhidos serão congelados e posteriormente incinerados sob supervisão das autoridades. A estratégia segue um modelo semelhante ao adotado pelo Chipre desde 2024, onde pescadores recebem uma compensação financeira por cada quilo capturado.
No caso do Chipre, o programa já retirou mais de 103 toneladas da espécie do mar e distribuiu 487 mil euros (cerca de R$ 2,9 milhões) aos participantes. Enquanto isso, pescadores gregos relatam que a infestação alcançou níveis alarmantes. 'Existem dezenas de milhares deles', disse Stathis Evanguelu em entrevista à mídia local.