Durante o sono, o corpo libera suor, células mortas, oleosidade, cabelos e resíduos de cosméticos. Quando os lençóis não são trocados com frequência, esse material se acumula e cria um ambiente propício para ácaros, fungos e bactérias, que podem afetar diretamente a saúde da pele
Segundo o dermatologista Wesley Ferreira, os ácaros se alimentam das células mortas da pele e podem desencadear reações alérgicas como coceira, vermelhidão e placas. Em pessoas predispostas, o contato constante pode agravar quadros de dermatite atópica e dermatite de contato
A falta de higiene nos lençóis altera o equilíbrio natural da pele, favorecendo crises de acne, rosácea e dermatite seborreica. Embora não sejam a única causa dessas doenças, o ambiente contaminado pode intensificar os sintomas e dificultar o controle
O corpo dá sinais quando a cama está contribuindo para problemas de pele. Coceira noturna, aumento da acne, vermelhidão, descamação e até queda de cabelo mais intensa podem indicar que os lençóis precisam ser trocados. Esses sintomas refletem a influência direta do ambiente sobre a saúde cutânea
O contato repetido do rosto com uma fronha suja favorece a inflamação e obstrução dos poros. Além disso, o atrito constante pode irritar pequenas lesões e facilitar a disseminação da bactéria Cutibacterium acnes, associada ao desenvolvimento da acne. Por isso, a troca frequente da fronha é essencial
Pessoas com pele sensível ou dermatite têm a barreira cutânea fragilizada e ficam mais expostas aos agentes presentes na roupa de cama. O uso de sabão hipoalergênico e trocas regulares são medidas terapêuticas. Já quem divide a cama com cães e gatos deve redobrar os cuidados, pois os pelos carregam fungos, bactérias e alérgenos, exigindo trocas a cada três dias
A recomendação geral é trocar os lençóis de uma a duas vezes por semana. Em períodos de calor, para pessoas com alergias, pele sensível ou animais de estimação na cama, o intervalo deve ser menor. O dermatologista alerta ainda que quem usa minoxidil deve evitar contato dos pets com a roupa de cama até que o produto seja absorvido, pois pode causar intoxicação grave nos animais
*Estagiária sob supervisão de Aline Gouveia