Estudos indicam que a maior delas levou aproximadamente quatro milhões de anos para atingir seu tamanho atual, enquanto permanecia soterrada a centenas de metros de profundidade sob sedimentos marinhos. O espetáculo, entretanto, não termina na parte externa.
Quando uma dessas esferas se rompe naturalmente, revela um interior surpreendente, formado por rachaduras preenchidas por cristais dourados de calcita, que desenham um intrincado mosaico de polígonos semelhante a uma colmeia. Esse padrão transformou as Moeraki Boulders em um dos exemplos mais conhecidos das chamadas 'concreções septarianas'.
Embora existam formações parecidas em outros países e até em diferentes regiões da própria Nova Zelândia, poucas apresentam tamanho e simetria comparáveis. Algumas concreções vizinhas ainda preservam fósseis de grandes répteis marinhos pré-históricos, o que amplia o interesse científico por esse tipo de rocha.
Atualmente, as Moeraki Boulders permanecem protegidas em uma reserva científica, enquanto a erosão costeira continua a revelar novas esferas escondidas no penhasco. A cada bloco que surge na praia, a natureza reforça que algumas de suas obras mais impressionantes nasceram da combinação entre tempo, pressão, processos químicos e milhões de anos de transformação.